Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Esperança e reformas

Economista defende que o novo governo tem todas as condições para implementar as reformas fundamentais para o Brasil.

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Redação SI 23/01/2003 – O economista e coordenador dos Cursos de Mestrado e Doutorado da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Eaesp), Marcos Fernandes Gonçalves da Silva, acredita que o novo governo, por mais estranho que possa parecer diante de tantas incertezas econômicas e políticas, domésticas e internacionais, terá condições para implementar as reformas fundamentais para o País. O atual governo assumiu uma postura no mínimo conservadora. Exemplo para o primeiro caso, a reforma previdenciária e, para o segundo, a tributária.
Nesse sentido, Marcos Fernandes fez algumas análises sobre os principais pontos de discussão para o futuro governo. Confira:

Capital político

Em primeiro lugar, o capital político de um governo novo, em seu início, é muito grande e deve ser usado da forma mais estratégica possível. No caso da reforma tributária que, venhamos e convenhamos, é extremamente complexa, pois envolve conflitos distributivos em diversas dimensões (entre setores, unidades da federação, grupos de pressão etc.), a melhor opção é, de pronto, negociar com governadores a maior parte com caixas baixos e numa situação crítica apoio para a implementação, em médio prazo, de um sistema tributário mais racional e adequado à estrutura federativa do País. Não podemos, no entanto, ter ilusões: uma reforma tributária deve levar anos para ser implementada. Entretanto, o simples início de uma discussão clara e aberta já daria bons sinais para os agentes econômicos, contribuindo para um processo de reversão de expectativas.

Por sinal, toda a engenharia econômica que o novo governo deve implementar, logo nos seus primeiros meses, deve estar ligada à construção de um processo de reversão de expectativas. Por esta razão, em segundo lugar, a nova administração deveria colocar na pauta imediatamente a reforma previdenciária. Muitos poderiam dizer: como a situação, que fora oposição, terá a coragem de propor algo a que se opôs? Sem ilusões: o mínimo de realpolitik é necessário neste momento. A constatação inevitável da existência de uma grande restrição orçamentária intergeracional deve impelir o novo governo à reforma. E, pensando bem, qual é a percentagem da população afetada por este tipo de mudança? Com certeza, representam uma parcela pequena da população aqueles que terão que arcar com algum custo para ajustar o sistema previdenciário, principalmente o público. Este custo político o PT terá que assimilar (assim como aquele associado à impossibilidade de reajustar agora o salário mínimo).

Confira a entrevista, na íntegra, com o economista na próxima edição da revista Suinocultura Industrial (Anuário).

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