Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Avicultores esperam relaxamento em inspeções da União Européia

Produtores querem que a partir de novembro a União Européia (UE) volte a inspecionar apenas 10% do frango importado do Brasil.

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Redação AI 22/10/2003 – 04h49 – Os avicultores esperam que a partir de novembro a União Européia (UE) volte a inspecionar apenas 10% do frango importado do Brasil, disse ontem o vice-presidente da área técnica da União Brasileira de Avicultura (UBA), Ariel Antônio Mendes. A inspeção seria feita no destino. Desde setembro do ano passado todas as cargas de frango destinadas à UE são inspecionadas no destino e na origem, o que dificulta as vendas brasileiras. Para o presidente da UBA, Zoé d”Avila, a decisão da União Européia não estava relacionada à precaução. “É guerra comercial”, completou.

pesar da lentidão nos desembarques, a determinação não traz prejuízos financeiros às empresas exportadoras de frango. Até setembro de 2002, todos os lotes destinados ao exterior eram inspecionados na origem e 10% no destino. Os europeus decidiram testar 100% do frango para detectar os níveis de nitrofurano de lotes importados de países como Brasil, Tailândia e Portugal. O nitrofurano é um antibacteriano muito potente, usado para crescimento das aves e que, acumulado no organismo, é cancerígeno.

Na União Européia, a substância está proibida há mais de 10 anos. No Brasil, o uso foi proibido pelo Ministério da Agricultura em maio de 2003. “Fizemos uma campanha junto aos avicultores, que poderiam estar usando o nitrofurano inadvertidamente. Os níveis de nitrofurano caíram significativamente desde o ano passado”, afirmou Mendes, lembrando que a expectativa de regras mais brandas foi sinalizada pelos europeus ao secretário-executivo do Ministério, José Amauri Dimarzio, que esteve recentemente em Bruxelas.

Além da exigência de teste para 100% dos lotes de frango brasileiro destinados ao mercado europeu, a decisão da Rússia de impor cotas para importação de carnes também preocupa o setor produtivo, informou d”Avila. Em abril de 2003, passou a vigorar um sistema de cotas para os países exportadores interessados em vender carnes para a Rússia.

No caso do frango, a cota brasileira foi fixada em 30 mil toneladas por ano. “Trinta mil toneladas representa 10% do que vendemos em 2002 para o mercado russo”, lembrou. De um total de 1,6 milhão de toneladas de frango exportadas em 2002, o mercado russo absorveu 300 mil toneladas.

O setor manifestou ao governo brasileiro a necessidade de negociar com a Rússia o fim das cotas. A expectativa do presidente da UBA é que o impasse seja solucionado em 2004, após visita do presidente russo Vladimir Putin ao País. O Brasil, avaliou, poderia importar helicópteros ou aviões da Rússia, equilibrando a balança comercial entre os dois países. D”Avila lembrou que os americanos têm 52% do mercado mundial de frango e ocupam o primeiro lugar no ranking de exportações.

O Brasil ocupa o segundo lugar, com 35% do mercado. O produto brasileiro é competitivo no mercado mundial. “O frango brasileiro é vendido para os europeus por preço 20% inferior aos custos de produção locais”, completou.

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