Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Banco Rural refina segmento de atuação

Instituição irá priorizar agronegócios e comércio exterior.

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Da Redação 12/12/2003 – 04h50 – O Banco Rural estabeleceu o comércio exterior e o agronegócio como nicho de atuação e investimento nos próximos anos. “São os segmentos que puxam e vão continuar puxando a economia”, disse José Roberto Salgado, principal executivo da instituição mineira. Isso não significa que está abandonando seu nicho original – pequenas e médias empresas com faturamento de R$ 10 milhões a 120 milhões, o “middle market”.

Ao contrário, diz Salgado, a idéia é aumentar operações de comércio exterior e agronegócios na própria base de clientes “middle market”. “É o nicho dentro do nicho”, explicou o executivo. Em função dessa estratégia, o banco está ampliando sua estrutura internacional. Já autorizada pelo Banco Central de Portugal, a subsidiária do Rural em Lisboa vai abrir uma agência em Luanda, Angola. Em abril deste ano, o banco inaugurou uma trading no Brasil, em sociedade com a empresa de consultoria do ex-ministro da Agricultura, Pratini de Moraes.

Segundo Salgado, a subsidiária em Lisboa, aberta inicialmente para atender a demanda dos clientes brasileiros, criou uma carteira própria de clientes naquele país. “Com o avanço do processo de paz em Angola, investidores portugueses começaram a fazer negócios no país africano, através do banco”, conta o executivo. Ao chegar em Luanda, os representantes do Rural encontraram ainda várias empresas brasileiras que também estavam instaladas em território angolano. Há uma corrente de compra de produtos brasileiros – desde papel higiênico até velas e material de construção – no caminho inverso das exportações de petróleo de Angola para o Brasil.

A lógica é criar uma rede capaz de atender à demanda das pequenas e médias empresas brasileiras que exportam e importam. E também atender os clientes das subsidiárias internacionais do grupo – Lisboa, Londres e Miami, Nassau e Ilha da Madeira. O objetivo é elevar, dos atuais 40%, a representatividade do comércio exterior na carteira de crédito do banco, que em setembro totalizava R$ 3,2 bilhões.

Por que Angola? Pela mesmo motivo que levou o banco, cinco anos atrás, a centrar sua atuação no “middle market” em território brasileiro: suprir uma demanda que não é do interesse dos bancos grandes – a expressão correta é “não era”, porque hoje todos os grandes bancos estão disputando o “middle market”. Salgado diz que não faria sentido o Rural abrir filial em Tóquio, Nova York, ou mesmo na África do Sul, o país mais desenvolvido da África. Isso porque ele teria que concorrer com um sistema financeiro já consolidado, formado por bancos internacionais poderosos, ao qual o Rural não acrescentaria qualquer diferencial.

Além de Angola, a instituição mineira quer colocar sua bandeira também em Moçambique e Cabo Verde. No front doméstico, o Rural pretende abrir 22 correspondentes bancários em cidades do interior, fortes no agronegócio. O correspondente será o agente de negócios em municípios como Sinop (MT), Dourado (MS), Araguaína (TO), Marília e Presidente Prudente (SP). “Com a redução dos juros, os spreads caem e tenho que criar condições para expandir nossa base de atuação”, resume Salgado.

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