Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Acesso ao mercado russo

Brasil e Rússia terão negociação de alto nível na semana que vem em Genebra para discutir o acesso russo à OMC. Na pauta também estará outro assunto espinhoso: o acesso das carnes brasileiras ao mercado russo.

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Da Redação 12/11/2004 – Brasil e Rússia terão negociação de alto nível na semana que vem em Genebra para discutir o acesso russo à Organização Mundial do Comércio (OMC). Na pauta também estará outro assunto espinhoso: o acesso das carnes brasileiras ao mercado russo.

Para discutir o principal contencioso entre os dois países, o Brasil enviará à Genebra o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcio Fortes. Do lado russo, estarão em Genebra o vice-ministro de Desenvolvimento e Comércio, Maxim Medvedkov, e o diretor-geral de Comércio Exterior, Alexei Kaolbars, responsável por todas as questões aduaneiras.

A Rússia já negociou a questão das carnes com União Européia e Estados Unidos, para os quais prometeu destinar fatias maiores em seu sistema de cotas de importação de carnes no próximo ano. Em 2004, o Brasil já foi preterido no sistema, ficando com apenas uma pequena parte da cota. Essa situação dificulta o apoio brasileiro à entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC), dizem autoridades brasileiras.

E mais uma vez o Brasil deve ser preterido em 2005, como mostra o acordo entre Rússia e Estados Unidos, ainda não publicado oficialmente. O acordo assegura boa parte do mercado russo de carnes de frango, suína e bovina para os americanos.

Para carne de frango, os EUA terão 74,4% da cota total de 1,090 milhão de toneladas, com tarifa de 25% dentro da cota. Fora da cota, a tarifa atual de 75% declinará para 50% em 2009.

Para carne suína, os russos garantem para os EUA 53,8% da cota global de 467,4 mil toneladas no ano que vem. A cota total vai aumentar e a fatia americana também, chegando a 50,7% em 2009 (ver quadro). A tarifa dentro da cota é de 15%. Fora da cota, a alíquota declinará dos atuais 80% para 40% dentro de quatro anos.

Com relação à carne bovina, da cota total de 430 mil toneladas os EUA ficarão com 4,1%. Mas carne de alta qualidade não terá cota. A tarifa dentro da cota é de 15%. Fora, passará gradualmente dos 60% atuais para 50% em 2009.

O jornal “Valor Econômico” também apurou que a Rússia pretende reduzir a fatia dos chamados “outros fornecedores”, nas quais está incluído o Brasil, em sua cota de 2005. Carne de frango que teve 68 mil toneladas em 2004, terá 60 mil toneladas; carne suína sairá de 180 mil toneladas para 171 mil e carne bovina, de 68 mil para 65 mil toneladas.

O Brasil insiste em obter melhores condições para suas carnes até 2009, por exemplo, para que as cotas sejam dadas aos primeiros que chegam no mercado russo. Também tenta assegurar que o sistema de cotas não prevaleça depois desse período, deixando o terreno livre para os países mais competitivos.

Os EUA em todo caso asseguraram também outra demanda: a de poderem administrar as cotas obtidas, o que melhora a transparência para a exportação de suas carnes.

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