Acordo comercial entre os blocos depende de reunião ministerial.
UE-Mercosul
Da Redação 24/03/2005 – Um impasse retarda a efetivação do acordo de cooperação entre União Européia e Mercosul. Os países europeus não aceitam as medidas comerciais propostas pelos países sul-americanos e, segundo o diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, Régis Arslanian, também não demonstraram motivação. Os integrantes do Mercosul, por sua vez, acreditam que as propostas do bloco europeu são prejudiciais e exigem mudanças.
Para Arslanian, a cooperação só acontecerá após uma nova reunião dos ministros dos dois blocos. Ele lembrou que em outubro de 2004 foi marcada uma nova reunião para o primeiro trimestre deste ano.
Nós estamos insistindo para que ela aconteça o mais cedo possível. Marcamos para os dias 22 ou 23 de abril, mas até agora não há resposta. Isto é preocupante e uma falta de compromisso acrescentou.
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O embaixador Régis Arslanian foi o representante brasileiro na reunião preparatória encerrada nesta semana em Bruxelas (Bélgica). Ele disse ter percebido falta de vontade política da nova Comissão Européia em reiniciar as negociações, que deveriam ter sido concluídas no ano passado. Os comissários europeus, segundo Arslanian, apresentaram argumentos como falta de tempo ou excesso de trabalho para não ir a Assunção (Paraguai), onde seria realizada a reunião ministerial proposta para o final de abril.
Nós estamos dispostos a ir a qualquer lugar para fazer a reunião com eles. Por que eles não podem vir até a América Latina? questionou.
As únicas propostas vantajosas para o Brasil apresentadas pela União Européia, de acordo com o embaixador, são verbais.
No papel, eles modificam as regras. Em compensação, todas as nossas ofertas estão no site do Itamaraty sintetizou.
Arslanian explicou que o bloco europeu só realizará pactos comerciais se as regras sul-americanas estiverem consolidadas. Os países do Mercosul, no entanto, estão desenvolvendo contra-propostas para melhorar as ofertas no setor automotivo e de serviços financeiros.
Nós não recebemos sinal de que os europeus estejam trabalhando em melhorias, como em agricultura, por exemplo lamentou.





















