Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Exportações continuam batendo recorde

Vendas externas brasileiras estão conseguindo se safar da queda do dólar. A moeda americana acumula desvalorização de 10,36% nos últimos 12 meses, mas exportações teimam em crescer.

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Da Redação 11/04/2005 – Apesar da choradeira dos empresários, as exportações brasileiras estão conseguindo se safar da queda do dólar. A moeda americana acumula desvalorização de 10,36% nos últimos 12 meses, mas as vendas externas teimam em crescer. No primeiro trimestre, as exportações bateram o recorde histórico, chegando a US$ 24,451 bilhões, um aumento de 27,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A exportação de manufaturados, justamente o setor mais sensível às variações do câmbio, teve o melhor desempenho: crescimento de 39,7% no período.

Aproveitando a ótima demanda externa a economia mundial, que teve crescimento anualizado de 2,9% no último trimestre de 2004, acelerou para 3,5% no primeiro trimestre deste ano, segundo estimativas do banco J.P. Morgan , os exportadores estão elevando seus preços e compensando a queda do dólar. Quanto mais o dólar cai, mais os economistas revisam suas projeções para cima. O banco J.P. Morgan, por exemplo, projetava, em janeiro, um saldo comercial de US$ 31 bilhões em 2005. Agora, deve elevar a estimativa para US$ 35 bilhões.

A exportação de máquinas cresceu 60,9% no primeiro bimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior. As vendas externas de automóveis devem crescer 30% em 2005. No caso dos produtos básicos, a alta dos preços internacionais mais do que compensou a desvalorização da moeda americana. O minério de ferro, por exemplo, subiu 71,5%. E, apesar da queda da receita de vendas de soja, a exportação do agronegócio deve se manter no mesmo nível do ano passado, acha Fábio Silveira, sócio-consultor da MS Consult. “A exportação de soja deve cair 15%, mas carnes, café e açúcar vão subir bastante.”

Tudo isso não significa que as exportações brasileiras sejam imunes à variação do câmbio, como mostra o setor de calçados. A exportação de calçados caiu de US$ 172 milhões em março de 2004 para US$ 168 milhões em março deste ano. “Por causa do câmbio, ficamos menos competitivos e estamos perdendo contratos para a China”, disse Élcio Jacometti, presidente da Abicalçados. Segundo Newton de Mello, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), os exportadores estão apenas cumprindo os contratos fechados no ano passado, quando o câmbio era mais favorável. “A lucratividade caiu, mas não inviabiliza os negócios”, argumenta Callegari. “Se estivesse tão ruim, as empresas teriam reduzido as exportações e estariam vendendo mais para o mercado doméstico, que está aquecido.”

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