Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Atratividade das exportações do agronegocio é a pior desde 1999

O fato de o agronegócio seguir exportando apesar da queda de rentabilidade sugere que as alternativas no mercado interno sejam ainda menos atrativas.

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Redação (24/05/06)- A valorização do Real em relação a uma cesta de moedas dos principais parceiros do agronegócio do Brasil, medida pelo IC-Agro/CEPEA, chegou a 2,6% nos primeiros três meses deste ano, em relação ao trimestre anterior (out/nov/dez). No mesmo período, os preços internacionais do agronegócio (IPE-Agro/CEPEA) tiveram alta de apenas 0,14%. Com isso, o Índice de Atratividade das Exportações do Agronegócio (IAT-Agro/CEPEA) ficou abaixo da média dos últimos 17 anos.

Caracteriza-se, assim, claramente uma situação de forte e preocupante queda da atratividade das exportações. Embora ainda mantenha-se em nível melhor do que em seguidos anos da década de 1990, a persistente tendência que vem se verificando notadamente no câmbio pode comprometer a evolução altamente positiva apresentada pelo setor nos últimos anos.

Ainda assim, apesar do cenário adverso, em março deste ano, o Índice de Volume Exportado pelo Agronegócio (IVE-Agro/CEPEA) aumentou 7,68% em relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para o saldo das vendas de produtos relacionados ao setor de calçados no início deste ano. A abertura da safra de soja também contribuiu para esse resultado.

O fato de o agronegócio seguir exportando apesar da queda de rentabilidade sugere que as alternativas no mercado interno sejam ainda menos atrativas. O crescimento baixo da economia, os juros altos e o crédito escasso induzem agentes do setor a procurar no mercado externo, onde a renda permanece em elevação, oportunidades que atenuem o quadro desanimador, mesmo tendo em conta uma taxa de câmbio desfavorável.

Além dessas circunstâncias ligadas à macroeconomia, somam-se à crise do agronegócio fatores negativos ligados à evolução dos preços dos derivados do petróleo (diesel e fertilizantes), ao clima e à ocorrência de pragas e doenças nas lavouras e na pecuária, que multiplicam as dificuldades do setor.

 

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