Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Ministro vai à Rússia tentar levantar embargo

O governo russo fechou suas portas ao produto brasileiro desde o ressurgimento da aftosa em Japorã (MS), em outubro de 2005.

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Redação (25/05/06) – No pior momento da suinocultura brasileira desde o início dos embargos à carne por causa da febre aftosa, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, ofereceu-se ontem para liderar nos próximos dias uma missão negociadora à Rússia. Rodrigues também deverá conversar, por telefone, com o primeiro-ministro russo, Mikhail Fradkhov.

De lá para cá, várias tentativas foram feitas para reabrir o mercado russo para a carne suína brasileira. Até agora, porém, nada funcionou. Os russos fizeram dezenas de promessas, fixaram vários prazos, divulgaram avaliações negativas sobre o precário controle do governo brasileiro sobre a aftosa, mas não recuaram.

A tentativa de Rodrigues será uma última cartada para reduzir os efeitos do embargo. As cotações internas despencaram por causa da forte dependência brasileiras das exportações para a Rússia. O país compra 65% das vendas externas nacionais. “Temos que fugir dessa dependência, mas precisamos de apoio do governo para garantir a sanidade do rebanho brasileiro de bovinos”, disse o presidente da Associação Brasileiras dos Produtores e Exportadores de Carne Suína, Pedro de Camargo Neto. “Mas os suínos têm pago o pato da falta de controle sobre os bois”, criticou, durante Seminário da Cadeia Suína, ontem, em Brasília. Segundo ele, o risco é “totalmente” dos bovinos. “A Rússia não cumpre acordos. Precisamos de uma intervenção direta do presidente Lula nesta questão”.

Felipe Luz, secretário da Agricultura de Santa Catarina, se reuniu na Rússia com o vice-ministro russo da Agricultura, Sergey Mitin, ontem e não conseguiu aliviar a trava a seu Estado. Embora Luz não esperasse mesmo reverter a situação, alguns produtores de suínos depositavam esperanças na visita. “O assunto foi tratado e a receptividade foi melhor do que esperávamos”, disse Luz, que ofertou aos russos um acordo de cooperação técnica na área da suinocultura.

Em meio às tentativas para reabrir o mercado russo, os produtores voltaram a insistir na necessidade de o governo rever a legislação e aumentar as punições aos produtores que deixam de vacinar seu gado. “Temos que trabalhar com planos de contingências, reagir rápido aos focos de aftosa.”, afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, Rubens Valentini.

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