Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Agricultor terá crédito para fazer seguro e garantir preços

Essa proteção poderá ser feita por meio do mercado de futuros e de opções de venda.

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Redação (30/08/06)- Na tentativa de acabar com os sucessivos pacotes de socorro à agricultura, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou ontem a criação de uma linha de crédito que permitirá aos produtores e às cooperativas obter financiamento para aquisição de seguro de preço para sua produção. Essa proteção poderá ser feita por meio do mercado de futuros e de opções de venda.

As opções garantem ao produtor o recebimento de um valor preestabelecido, mesmo que o preço de mercado esteja abaixo do combinado. O mercado de futuros é uma proteção contra flutuações de preços.

Em entrevista recente, o ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, defendeu o uso de instrumentos garantidores que sustentem a renda no campo. “”É preciso que o ministério tenha uma postura mais ativa, de privilegiar fortemente os mercados futuros””, afirmou.

Na sua avaliação, até o momento o governo vem atuando de forma reativa às crises no setor, ou seja, corre para garantir recursos quando os agricultores já estão em dificuldades. Só neste ano, o governo prorrogou R$ 20 bilhões em dívidas.

Após a reunião do CMN, o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Otávio Damaso, explicou que em junho, quando anunciou o plano de safra, o governo permitiu ao produtor ter 15% a mais de recursos da linha mais barata disponível (juros de 8,75% ao ano) para a safra 2006/07, caso ele comprovasse que havia contratado um seguro para proteção de preços ou de produtividade.

Com a linha aprovada ontem o governo permite que o dinheiro para financiar a contratação de seguro pelo agricultor saia da chamada exigibilidade bancária. Essa regra obriga os bancos a emprestar 25% do dinheiro depositado à vista por seus clientes para o setor agrícola. Agora, além de financiar o plantio e a comercialização, os bancos também poderão financiar a contratação do seguro.

“”O instrumento criado hoje (ontem) é um mecanismo de proteção de preço””, resumiu o secretário. Pelos cálculos do governo, a liberação de R$ 100 mil dá ao produtor o direito de proteger uma safra de R$ 1 milhão. O valor considera o preço da soja, que é o principal grão cultivado no País.

O juro do empréstimo é de 8,75% ao ano e a operação deve ser liquidada junto com o vencimento das dívidas de custeio, que são feitas a cada ano pelo produtor para que ele possa cultivar sua safra.

“”O mecanismo é muito positivo para todos os lados. Para o governo cria-se a cultura de proteção e se evita eventuais crises, dando ao produtor a tranquilidade para investir””, avaliou Damaso. (AE)

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