Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Com liminar, produtor do MT ganha tempo para renegociar dívida

Foi suspensa a realização de penhoras judiciais pelas indústrias de insumos contra produtores.

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Redação (11/09/06)- Produtores do Mato Grosso recorreram à Justiça e conseguiram mais tempo para renegociar dívidas das safras 2004/05 e 2005/06, contraídas junto às indústrias de insumos e esmagadoras de grãos. A pedido da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), a 1 Vara Especializada da Fazenda Pública da Comarca de Cuiabá concedeu, no dia 28 de agosto, uma liminar suspendendo a realização de penhoras judiciais pelas indústrias de insumos contra produtores.

O processo foi movido contra o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag) e 47 empresas. O Sindag informou, por meio de sua assessoria, que não recebeu notificação da Justiça e, por isso, não se pronunciaria sobre o tema. Procuradas pelo Valor, as citadas na liminar também não quiseram comentar o assunto.

A liminar é válida para todos os agricultores filiados à entidade e impede que as empresas possam solicitar a execução da penhora dos grãos até a audiência de conciliação, marcada para 4 de dezembro. Tradicionalmente, os agricultores penhoram uma parte da colheita como garantia de pagamento pela compra dos insumos.

“A ação extingue a opção das indústrias de cobrar na Justiça o que lhes é devido. É uma nova quebra de contrato pelos produtores”, afirma Bento Miguel de Oliveira, sócio da consultoria em crédito de cobrança Agrocollection. Ele observou que a quebra de contratos em 2004 levou muitas indústrias a reduzirem o crédito de financiamento dado aos agricultores para compra de insumos.

André Pessôa, analista da Agroconsult, afirma que, sem receber pelos financiamentos já concedidos, as indústrias passam a ter menos recurso em caixa disponível para financiar a próxima safra.

No pedido de liminar, a Famato alega que as indústrias têm se recusado a prorrogar as dívidas utilizando a linha de crédito de R$ 1 bilhão com recursos do FAT Giro Rural. A linha permite aos agricultores alongar a dívida, desde que tenham o aval das indústrias. “Se o produtor não paga o banco, é a indústria que paga. Para ela, não é uma opção atraente”, diz Pessôa.

Nesta semana, a Famato tentará reunir indústrias e produtores para tentar um acordo. Conforme a entidade, algumas indústrias ameaçam não financiar a venda de insumos para o plantio da safra 2006/07, que começa a ser cultivada nos próximos dias.

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