Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
Destaque Todas Páginas

Agronegócio exportará US$ 60 bi em 2012

As exportações brasileiras do agronegócio devem atingir US$ 60 bilhões em 2012 apenas com o crescimento da demanda mundial.

Compartilhar essa notícia

Redação (20/04/07) –  A estimativa é do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) e não considera possíveis avanços na rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC) quanto à redução dos subsídios agrícolas e tarifas de importação. No ano passado, o agronegócio brasileiro exportou R$ 49,4 bilhões.

Ao lançar ontem o Programa de Apoio aos Processos de Abertura e Integração ao Comércio Internacional, uma iniciativa conjunta do Icone e de entidades privadas da Argentina, Uruguai e Paraguai para tentar harmonizar as demandas do Mercosul nas negociações agrícolas, Marcos Jank, presidente do instituto, traçou um cenário bastante positivo para o agronegócio nos próximos anos.

Na avaliação de Jank, a combinação de área agricultável e água disponível faz do Brasil um dos poucos países com capacidade de atender ao aumento da demanda por alimentos e bioenergia neste século. Enquanto Índia e China teriam chegado ao limite de área disponível para agricultura, o Brasil dispõe, segundo o Icone, de quase 350 milhões de hectares em pastagens ou áreas não ocupadas.

Além disso, a tecnologia tem permitido rendimentos cada vez maiores em uma mesma área. ””O crescimento da população urbana em países da Ásia e da África, trazendo junto mudanças nos hábitos de consumo e crescimento da renda, vai demandar mais carnes, açúcar, leite e derivados, áreas em que o Brasil tem tudo para crescer””, diz.

Se a China elevasse o consumo de carne bovina em 1 quilo per capita e comprasse do Brasil todo esse volume extra, as exportações brasileiras cresceriam 63%, calcula. Na estimativa do Icone, as exportações brasileiras de produtos agrícolas para países em desenvolvimento devem crescer 26% ao ano até 2012, enquanto que para os países desenvolvidos deve crescer 13%.

Na avaliação do especialista, esse possível crescimento nas exportações brasileiras do agronegócio independente de ””surpresas”” cambiais, ainda que momentos de valorização mais intensa possam abalar setores menos competitivos. Ele reforça, porém, a necessidade de o Brasil, assim como os outros países do Mercosul, olhar com mais atenção a questão sanitária, sobretudo as implicações geradas pelo reaparecimento da febre aftosa.

””O governo brasileiro deveria ser mais ágil nessa questão. Enquanto a Austrália gasta US$ 140 milhões em defesa sanitária, sem vizinhos de fronteira, o Brasil gasta muito menos que isso””. A questão da infra-estrutura é outro desafio para o crescimento das exportações do agronegócio. ””É preciso investir.

A agricultura de hoje é resultado do que foi feito no passado, em especial o investimento em pesquisa.”” Jank diz que o protecionismo na agricultura deve continuar superior ao de outros setores da economia e prevê tendência de queda de preços das commodities no longo prazo. Países ricos devem valorizar aspectos de saúde e bem-estar, exigindo rastreabilidade e rotulagem. Já os países em desenvolvimento devem dar menos importância a esses aspectos pela maior necessidade de produtos para atender a demanda interna.

Quando as negociações agrícolas na rodada de Doha, Jank não está otimista quando a possíveis avanços neste ano. ””Se não se avançar, a rodada só deve ser retomada em 2009, após as eleições presidenciais americanas””, diz. Ainda assim, o Icone espera para a atual rodada um corte de 20% a 40% nas tarifas de interesse do Brasil junto aos países desenvolvidos, ampliação das cotas nesses países entre 5% e 10% do consumo doméstico. Em relação ao apoio doméstico dado pelos países desenvolvidos a seus agricultores, considera uma redução de 70% nos subsídios distorcivos e imposição de tetos que reduzem o risco de distorção do mercado quando os preços estiverem baixos.
  

Assuntos Relacionados
agronegócioexportação
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343