Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Queda na Bolsa da China preocupa menos

Bovespa não reage a tombo em Xangai, e preocupação maior é com eventuais problemas na economia real do país asiático

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Redação (11/06/07) – Dois eventos chamaram a atenção do mercado financeiro na semana passada: na segunda, o principal índice da Bolsa de Xangai despencou 8,3%; e, na quarta, foi a vez de as Bolsas americanas caírem.

O Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo) reagiu diferentemente às duas quedas; quase não se abalou com o solavanco em Xangai, ao recuar apenas 0,34%, mas caiu 2,09% quando a turbulência veio dos EUA.

A Bolsa brasileira descolou da China? A resposta de analistas à pergunta ouvida em corretoras é não. Ao Brasil, fornecedor de commodities, como minério de ferro, para a China, interessa acompanhar de perto o que acontece naquele país como nos EUA. Mas o foco é no lado real da economia chinesa. Quando a turbulência se restringe à Bolsa de Xangai, o mercado não liga muito. Mesmo uma queda mais forte não tem contaminado outras Bolsas.

"Um problema na Bolsa chinesa causa mal-estar, mas não muda a história. Um problema econômico, do tipo inflação, que provoque alta dos juros, com reflexo sobre crescimento, sim", diz Walter Mendes, superintendente de renda variável do banco Itaú.

O mercado de ações da China tem pouca relevância, embora o país seja grande demandante de commodities. A Bolsa de Xangai é largamente dominada por investidores locais. Estrangeiros não podem comprar papéis no país. Só em Hong Kong. Outra característica do mercado é a alta volatilidade.

Cair muito na China em um único dia pode ser normal, segundo Caio Megale, economista-chefe da Mauá Investimentos. "Como o governo chinês quer incentivar a venda de ações na Bolsa, fará tudo para, se houver uma bolha, ela não estourar, o que pode ser um amortecedor importante", afirma Megale.

Para Mendes, há vários sinais de que a Bolsa chinesa esteja muito inflada, muito cara, "mas não significa que causará um problema econômico".

Medo de inflação

O que mais preocupa investidores no mundo todo é a inflação, segundo economistas.

A Bolsa brasileira reage mais às quedas no mercado norte-americano porque um crescimento mais forte nos Estados Unidos pode gerar inflação.

Foi o que causou a queda acentuada na quarta passada, quando a alta para 1,8% do indicador sobre custo da mão-de-obra veio reforçar a sinalização de alta da pressão inflacionária.
Se os índices de preços subirem acima do esperado, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) tenderá a elevar os juros, o que reduz a atratividade de aplicações em países emergentes como o Brasil.

A taxa de juros de títulos da dívida soberana dos Estados Unidos subiu de 4,7% para quase 5% nas últimas semanas.

A inflação norte-americana está um pouco alta, segundo Mendes, como em vários países, inclusive na China. Preços de alimentos, como grãos, carnes e leite, sobem no mundo todo e elevam os índices de preços ao consumidor.
Economistas esperam mais volatilidade até a divulgação de dados sobre a inflação americana, prevista para esta semana.

Para Megale, o cenário mais provável é de sinais de uma inflação mais acomodada.
"Se os dados vierem benignos, acredito que esse "pânico" de juros mais altos passe e o otimismo volte aos mercados. Se vierem ruins, o pânico se intensifica, e podemos ter várias ondas de correção de preços", diz o economista.

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