Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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IGP/DI acelera com fim da deflação nos preços da agropecuária

O fim da deflação nos preços dos produtos agropecuários no atacado (de -1,94% para 0,67%) e nos de alimentação no varejo (de -0,01% para 1,02%) levou à aceleração na taxa do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que subiu 0,26% em junho, ante aumento de 0,16% em maio.

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Redação (12/07/07) –  A avaliação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

Entretanto, ele considerou que, ao se comparar os preços do atacado com os do varejo, a inflação nesse primeiro setor contribuiu muito mais do que o segundo para o resultado maior do indicador. "Não podemos nos esquecer que o atacado pesa o dobro do varejo, na formação do IGP-DI. Embora a aceleração do O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), de 0,25% para 0,42%, tenha sido mais intensa do que a do O Índice de Preços por Atacado (IPA), de -0,04% para 0,09%, esse último pesa mais no cálculo do índice", afirmou. "O IPA teve mais impacto na aceleração (do IGP-DI)", disse.

No caso do setor atacadista, o economista destacou dois segmentos específicos, dentro da área de alimentação: o de alimentos processados e o de matérias-primas brutas comercializáveis. Os dois registraram altas expressivas de preços, respectivamente de 0,92% e de 2,36% em junho – sendo que, em maio, as quedas respectivas de preços nesses segmentos eram de 0,37% e de 0,05%.

Para Quadros, o mais relevante, a longo prazo, é a movimentação de preços nos alimentos processados. Isso porque esse segmento tem como uma das características sinalizar futuras altas e acelerações de preços nos alimentos do varejo. "Os aumentos nos alimentos processados se transformam rapidamente em acelerações para o consumidor", afirmou. Já no caso dos itens comercializáveis, o economista lembrou que esse segmento representa basicamente as commodities. Entre os destaques, estão as acelerações de preços em soja em grão (de 0,37% para 2,44%) e bovinos (de -1,48% para 1,71%).

Quadros comentou que a inflação dos alimentos, atualmente, está sendo influenciada pelo período de começo de entressafra de vários produtos importantes. Além de diminuir a oferta no mercado interno, o setor de alimentação também tem que lidar com a flutuação de preços do mercado internacional – que também acaba afetando o mercado interno. "A inflação dos alimentos tem muito a ver com o comportamento externo; e também tem a ver com aumento de custos, com aumento de matéria-prima, que é claro, acaba sendo repassado (para os preços dos produtos)", disse.

Ainda de acordo com o economista, a movimentação de alta nos preços dos alimentos no varejo é reflexo do repasse, para o consumidor, dessa atual onda de elevação de preços dos produtos agropecuários no setor atacadista.

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