A assessoria do presidente do Comitê de Agricultura do Parlamento Europeu, o inglês Neil Parish, repetiu que o órgão não aprovou pedido de proibição da carne bovina brasileira, nem tem posição oficial sobre o tema.
Parlamentar inglês deve propor embargo à carne
Redação (19/07/07) – Num jantar à base de peixe, ontem, em Bruxelas, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, advertiu o comissário europeu de comércio, Peter Mandelson, para que a União Européia tenha cuidado com as pressões sem base cientifíca que alvejam a importação de carne bovina brasileira. A comissária agrícola Mariann Fischer Boel não participou do jantar. Amorim se referia à demanda de pecuaristas irlandeses e britânicos, que, segunda-feira (16/07), defenderam, no Parlamento Europeu, o embargo à carne brasileira, alegando falha no controle sanitário.
Mas o assessor anunciou muito barulho por parte do chefe para breve. Parish e mais três deputados europeus – a irlandesa Maired McGuiness, o escocês Alan Smith e o inglês Jim Nicholson – submeterão aos 780 membros do Parlamento, em setembro, uma moção pedindo realmente a suspensão da importação do produto brasileiro.
Se o ministro da Agricultura brasileiro, Reinhold Stephanes, vier nesse período a Bruxelas, como anunciou, poderá constatar a quantas anda o apoio à moção. Ela vai circular até o fim do ano. Se nesse período mais de 380 deputados a assinarem, a demanda de interdição se tornará posição oficial do Parlamento. A pressão sobre a Comissão Européia, o braço executivo da UE, tomará então outra dimensão.
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"Mesmo se a maioria dos deputados aprovar a moção, a Comissão Européia pode decidir não fazer nada, porque é ela que tem o poder", ponderou o assessor de Parish. Ele disse ainda que seu chefe, não localizado ontem, planeja ir ao Brasil em abril do ano que vem. Os brasileiros convidaram alguns deputados da comissão para irem ainda este mês ao país. Mas foi em cima da hora e todos preferiram mesmo aproveitar na Europa o recesso que dura até o fim de agosto.
Para o assessor do parlamentar, que prefere não ter o nome citado, o que vai acontecer é o aumento do número de deputados manifestando "preocupação" sobre a importação da carne brasileira. Enquanto isso, observadores que alertaram o governo e o setor privado sobre a crescente campanha contra a carne brasileira na Europa afirmam que nunca receberam nenhuma reação a essas informações.





















