Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,58 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,42 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,31 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,53 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.286,52 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,92 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 172,37 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx

Turbulência tem efeito limitado em commodities agrícolas

A turbulência internacional, provocada pela crise imobiliária nos EUA, trouxe reflexos negativos também para as commodities agrícolas, nas Bolsas de Nova York e Chicago.

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Redação (03/09/07) –  Em agosto, algumas commodities sentiram mais o efeito negativo do que outras, sobretudo as negociadas em Nova York, que tinham uma exposição maior de fundos e especuladores. O impacto sobre os grãos, transacionados em Chicago, foi menor, uma vez que estavam mais influenciados pelos fundamentos. 

"A turbulência atingiu sobretudo as commodities de metais e energia, que estão ligadas ao crescimento econômico e industrial", disse Michael McDougall, diretor da Fimat Futures, corretora de commodities sediada em Nova York. Nesse cenário, produtos como açúcar, cacau e algodão foram os mais atingidos. O açúcar, por estar relacionado à energia, por conta do álcool, e o cacau por ter uma maior exposição dos fundos. Já o algodão recuou pelo temor de que a turbulência afetasse o mercado chinês, desaquecendo a economia global. 

Os grãos – soja, milho e trigo – foram influenciados mais pelo fator clima e oferta e demanda nos EUA e mercado internacional. 

"As commodities em geral foram atingidas em um primeiro momento. Passado o período de maior turbulência, os preços foram se acomodando aos fundamentos de cada produto", afirma José Carlos Hausknesht, analista de commodities da divisão de agronegócios da consultoria paulista MB Associados. 

O trigo foi a commodity mais alheia à crise internacional. No mês de agosto, a cotação do cereal bateu recorde, atingindo a maior alta dos últimos 11 anos. Os fatores que contribuíram para essa forte valorização estão ligados à escassez do produto no mercado. "Há problemas climáticos na Europa e também na Austrália", afirmou Flávia Moura, da Fimat. Os contratos de segunda posição acumularam alta de 12,93% em agosto, com cotações médias a US$ 7,0904 o bushel. Em 12 meses, a alta é de 76,5%. A entressafra na Argentina e problemas climáticos naquele país também ajudam a sustentar as cotações, segundo Élcio Bento, especialista em trigo da Safras&Mercado. Segundo ele, a grande demanda pelo trigo americano também ajudam a dar suporte às cotações. 

Os preços médios do milho encerraram o mês com alta de 2,8%, com os contratos de segunda posição a US$ 3,4796 por bushel. Segundo Flávia Moura, a alta da trigo puxou os preços dos grãos em geral. No caso do milho ainda há a influência da boa demanda pelo etanol no mercado americano. A soja encerrou o mês com ligeiro recuo de 0,94%, com os contratos de segunda posição a US$ 8,5242 o bushel. Com a turbulência dos mercados, muitos fundos que estavam comprados em soja saíram. 

O mercado de açúcar, já pressionado pela expectativa de superávit mundial, com as safras do Brasil e da Índia, também foi afetado pela crise que respingou sobre as commodities de energia. Os contratos de segunda posição fecharam a 9,86 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 4,1% em agosto. 

O algodão, que está sustentado pela menor área plantada nos EUA, não passou imune pela crise. Os contratos de segunda posição encerraram com queda de 6,47%, negociados a 60,38 centavos de dólar por libra-peso. Assim como o cacau, que registrou fuga maciça de fundos, afirmou Thomas Hartmann, da TH Consultoria. Os contratos de segunda posição fecharam a US$ 1.837,13 a tonelada, queda de 11,37%. 

Fatores climáticos e maior previsão de safra pontuaram a atuação do suco de laranja na bolsa de Nova York, afirmou McDougall. Os contratos de segunda posição encerraram em média a US$ 1,2813 a libra-peso, com recuo de 4,02%. Já o café não se deixou afetar pela crise, uma vez que o mercado está atento à menor produção brasileira, segundo Sérgio Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, de Santos (SP). Os contratos de segunda posição fecharam a US$ 1,1986 a libra-peso, alta de 5,37%. 

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  • Milho - Indicador
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