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PR prevê US$ 200 milhões com a exportação de carnes para Rússia

A projeção refere-se ao incremento de 20% no volume de exportações de carnes do Paraná com o fim do embargo que persistiu durante dois anos.

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Redação (26/11/2007)- O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, previu nesta segunda-feira (26) um ingresso de renda no valor US$ 200 milhões a mais por ano aos produtores rurais no Paraná só com a abertura do mercado russo para compra de carnes bovinas e suínas. A projeção refere-se ao incremento de 20% no volume de exportações de carnes do Paraná, com o fim do embargo que persistiu durante dois anos.

A expectativa, é que os produtores voltem a exportar o volume que vinha sendo embarcado em 2005, que era cerca de 100 mil toneladas de carnes, sendo 75 mil toneladas de carne suína e 25 mil toneladas de carne bovina. A comunicação do retorno da Rússia na compra de carnes do Paraná foi anunciada pelo ministro da Agricultura e do Abastecimento, Reinhold Stephanes na última sexta-feira (23).

Bianchini fez essa projeção com base nas exportações paranaenses que atingem atualmente US$ 12 bilhões anuais. Desse total, 60% ou US$ 7 bilhões correspondem às exportações do agronegócio. Como o setor de carnes responde por um faturamento estimado em US$ 1 bilhão, impulsionado principalmente pela avicultura, o incremento das carnes suína e bovina responderá por um ingresso inicial de US$ 200 milhões.

Com a conquista do mercado russo, o mais importante para o Paraná – salientou Bianchini – toda a cadeia produtiva de carnes será beneficiada. Segundo ele, são mais de 200 mil propriedades que têm atividade na pecuária de corte ou criação de suínos que serão contemplados com a melhora nos preços da carne suína e bovina.

Além dos produtores, os frigoríficos também serão beneficiados. Muitos que estavam com suas plantas desativadas por decorrência do embargo do mercado russo, poderão ser reativados. É o caso do frigorífico Garantia, de Maringá, comprado pelo Friboi, cuja planta foi ampliada para aumentar sua capacidade em 50%, mas ainda está ociosa. Outra planta paralisada é do frigorífico de suínos Palmali, de Palmas, que suspendeu suas operações em decorrência da inviabilidade econômica.

Atualmente o setor de carne suína no Paraná responde pela produção de 340 mil toneladas anuais. Um incremento de 20% vai provocar um impacto importante na cadeia produtiva, que está em baixa por causa dos preços que não remuneram os custos de produção, destacou Bianchini. “Agora o setor volta ter capacidade de incrementar a produção”, afirmou.

O secretário da Agricultura destacou que a abertura do mercado russo para compra de carne suína e bovina é a segunda medida mais importante adotada por aquele País este ano. A primeira foi a liberação do porto de Antonina para compra de carnes. Além disso, o mercado está se ampliando num momento muito importante para o Paraná.

“A liberação acontece justamente quando o governador Roberto Requião nomeou cerca de 200 técnicos para reforçar a sanidade animal e vegetal no Estado”, disse Bianchini. Para o secretário, essa medida repercute bem entre os países compradores de carne porque significa uma atenção e um cuidado maior do Estado com a sanidade animal e vegetal dos produtos paranaenses.

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