Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Mercado

Suíno: Preço despenca ao 3º menor nível histórico

Recuo consecutivo pelo 4º mês no estado de SP é impulsionado por sobra de oferta no mercado interno e fraca demanda no atacado

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Suíno: Preço despenca ao 3º menor nível histórico
O mercado de carne suína enfrenta uma crise de preços em 2026. A expansão da produção iniciada em 2025 resultou em excesso de oferta no mercado interno, enquanto o consumo enfraquecido na segunda metade de julho empurrou as cotações do animal vivo na região paulista para patamares historicamente baixos.

 ESTA SEMANA (06/08): Mínima histórica e queda acumulada de 43%

A média de preço do suíno vivo na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) recuou pelo quarto mês seguido e atingiu o terceiro menor valor de toda a série histórica do Cepea.

  • Desvalorização severa: Frente às cotações reais de dezembro de 2025, o suíno vivo em SP acumula um tombo de 43,1%, enquanto a carcaça especial recuou 36,2%.
  • Fatores de pressão: A combinação do menor poder de compra da população no fim do mês com as férias escolares reduziu drasticamente a procura por carne.
  • Aumento da oferta: O movimento frustrou as expectativas do setor para 2026. A baixa é sustentada pelo aumento da produção nacional, fruto dos fortes investimentos realizados pelas granjas em 2025.

 SEMANA PASSADA (30/07): Competitividade e pressão do Sul

Na semana anterior, o mercado atacadista da Grande São Paulo já demonstrava saturação e reajustes na relação de preços com outras proteínas:
  • Invasão do Sul: A entrada ostensiva de carne vinda da Região Sul (principal polo produtor do país) elevou a oferta no atacado paulista e forçou descontos na carcaça especial.
  • Ganho frente ao Frango: Como o frango resfriado ficou estável e o suíno caiu, a carne suína ganhou competitividade frente à avícola (diferença entre ambas encolheu 7,84%, ficando em R$ 1,58/kg).
  • Perda frente ao Boi: Com uma queda ainda mais acentuada nas cotações bovinas, a carne suína perdeu competitividade para a carne de boi (a diferença caiu 5,22%, para R$ 15,17/kg).

Comparativo Direto: A Evolução do Mercado em Julho/Agosto

Indicador / FocoSemana Passada (30/07)ESTA SEMANA (06/08) — DESTAQUE
Nível das CotaçõesPressão no atacado da Grande SP por sobra de oferta3º menor patamar da história do Cepea na região SP-5
Desempenho no AnoTendência contínua de queda desde o primeiro trimestreQueda acumulada de 43,1% no vivo e 36,2% na carcaça (vs. Dez/25)
CompetitividadeGanhou espaço contra o frango; perdeu contra o boiPressionada pela fraca demanda geral de proteínas
Origem da PressãoEntrada de produto do Sul do país em São PauloConsumo retraído (férias/fim de mês) + alta produção nacional
O setor suinícola vivencia um desequilíbrio profundo entre oferta e demanda em 2026. A aposta no crescimento da produção feita no ano anterior colidiu com um consumo doméstico retraído no inverno. A expectativa do setor agora se volta para a recomposição das margens com o fim do período de férias escolares e o eventual enxugamento dos lotes de abate no campo.
Da redação, com informações do Cepea
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