Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 149,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 155,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.563,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.503,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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O promissor negócio da carne no Brasil

Grande produtor de suínos, aves e bovinos, o país consolida sua posição como exportador mundial e ocupa cada vez mais espaço no mercado externo.

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Redação (04/12/2007)- O setor de carnes vive um momento ímpar na história da pecuária brasileira. Grande produtor de suínos, aves e bovinos, o país consolida sua posição como exportador mundial e ocupa cada vez mais espaço no mercado externo. Somos o primeiro no embarque de carne bovina e de frango – apesar de não termos a maior produção -, e um dos principais no comércio de suínos.

Nem mesmo no Paraná, que há dois anos sofre restrições por causa da polêmica sobre o ressurgimento da febre aftosa, as notícias são ruins. O estado ainda não recuperou o status internacional de área livre da doença, mas, aos poucos, começa a reconquistar a confiança do comprador. Dos 56 países que embargaram a carne do estado, cinco já voltaram a comprar. A última boa notícia veio da Rússia, na semana passada, que liberou a importação de frigoríficos paranaenses, inclusive de bovinos.

Até carne de cavalo exportamos. No Paraná, inclusive, estão dois dos sete frigoríficos brasileiros autorizados a exportar. No ano passado, o Brasil obteve receita recorde com a exportação dessa carne, com faturamento de US$ 37,5 milhões. O país responde por quase 10% do volume mundial exportado.

Ainda nessa linha, considerada mais exótica, nos últimos anos os avicultores brasileiros investiram na produção e exportação de perus. A matéria de capa destaca o crescimento desse negócio, concentrado no Paraná, que movimenta milhões de dólares. Apesar do crescimento da atividade no campo, a carne da ave ainda é pouco consumida internamente, porque não tem muita tradição, além da época de Natal. A maior parte da produção é embarcada.

Por outro lado, a pecuária de corte contribui para a diversificação da produção nacional, focada principalmente nos grãos. Bom para a economia, melhor ainda para o produtor, que encontra novas alternativas de renda das pequenas – no caso do frango e suíno -, às grandes propriedades, na engorda de bois.

É certo que o desempenho do Brasil tem relação com às vantagens naturais e competitivas de um país tropical. Temos terra, sol e água, além de tecnologia. Apesar de tudo isso, os analistas consideram que a situação do país poderia ser melhor, não fosse a fragilidade sanitária. É preciso reconhecer que produtores e autoridades sanitárias avançaram nessa discussão, mas ainda não conseguimos convencer os gringos.

Tudo bem que existem lobbies contrários e que não procedem neste debate, como o dos produtores irlandeses, que não cansam de condenar a carne brasileira. Mas também precisamos fazer nossa parte, com investimento em segurança sanitária e alimentar. Quando assumiu a Agricultura, no início do ano, o ministro Reinhold Stephanes afirmou que essa seria uma de suas prioridades. Será que foi?

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