Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Produtores argentinos anunciam novos protestos

As ações no campo argentino vêm sendo realizados desde março, com alguns períodos de trégua, e foram motivados pelo projeto que prevê o aumento dos impostos sobre as exportações de grãos.

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Redação (10/07/2008)- Os líderes das quatro principais entidades do setor rural argentino anunciaram que vão retomar mais uma vez os protestos contra o governo, a partir desta quinta-feira.

Segundo o anúncio, feito nesta quarta-feira, a nova rodada de protestos será realizada até o próximo dia 15 e incluirá um acampamento em frente ao Congresso Nacional e a presença dos produtores à margem das estradas, mas sem bloqueios.

Os protestos do campo argentino vêm sendo realizados desde março, com alguns períodos de trégua, e foram motivados pelo projeto do governo da presidente Cristina Kirchner que prevê o aumento dos impostos sobre as exportações de grãos.

O projeto de lei, lançado em março, foi aprovado no último sábado pela Câmara dos Deputados e deverá ainda passar pelo Senado argentino, com votação prevista para o dia 16.

As manifestações já incluíram bloqueio de estradas e panelaços nas cidades e chegaram a provocar desabastecimento. Os protestos também motivaram a saída do ministro da Economia, Martín Lousteau, e são considerados a maior crise enfrentada por Cristina Kirchner desde que assumiu o poder, em dezembro passado.

Debate

Nesta quarta-feira, as emissoras de TV argentinas transmitiram um debate realizado no Senado sobre os prós e contras do projeto de lei, com a participação dos parlamentares e de economistas, juristas e outros especialistas.

"O texto, como foi aprovado na Câmara, não vai estimular o produtor a investir no cultivo da próxima safra", disse o jornalista e analista do setor agropecuário Héctor Huerco.

O projeto prevê compensações para os produtores de soja e pequenos agricultores até o dia 31 de outubro – ou seja, referente à safra anterior, e não aos próximos investimentos.

No debate, o presidente dos Agentes da Bolsa de Cereais, Mario Marincovich, disse que o aumento de impostos é uma "barreira" que vai "separar a Argentina do mundo inteiro".

O governo argumenta que a medida vai impedir que a alta nos preços internacionais dos alimentos chegue à mesa dos argentinos.

O presidente da Sociedade Rural – uma das quatro principais entidades rurais da Argentina -, Luciano Miguens, disse que o setor analisa a possibilidade de apelar à Justiça caso o Senado também aprove o projeto de lei.

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