Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Seguradoras preocupadas com o clima

Nos últimos 30 anos, a média de pagamentos de sinistros por conta de desastres climáticos, como tempestades e enchentes, aumentou 15 vezes.

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Redação (21/07/2008)- As conseqüências das mudanças climáticas estão atingindo em cheio os cofres das companhias de seguros. Nos últimos 30 anos, a média de pagamentos de sinistros por conta de desastres climáticos, como tempestades e enchentes, aumentou 15 vezes. Em 2005, o setor teve perdas de aproximadamente US$ 60 bilhões em decorrência de catástrofes naturais. E a previsão para o futuro é de que os gastos com sinistros dessa natureza continuem aumentando.

Pesquisa apresentada pela Allianz Seguros esta semana, durante o Fórum Internacional de Seguros, promovido pela empresa em São Paulo, estima que a média de perdas das seguradoras, entre 2010 e 2019 seja de US$ 41 bilhões ao ano. De acordo com Lutz Cleemann, coordenador da pesquisa e chairman da Allianz para o desenvolvimento sustentável, o pico de perdas nesse período pode atingir US$ 100 bilhões. "Não estamos inventando problemas. Dados científicos comprovam as mudanças. Houve um aumento no número de desastres naturais como tempestades, inundações, secas", destaca Cleemann.

O presidente da Allianz, Max Thiermann, acredita que o mercado segurador deve produzir estudos científicos e acadêmicos sobre o tema para ajudar as empresas a evitar prejuízos. A Allianz fechou uma parceria com a WWF para realizar esse tipo de pesquisas. "As mudanças climáticas eram pouco consideradas nos cálculos das seguradoras. Agora, as previsões futuras estão sendo utilizadas para avaliar o risco", acrescenta Cleemann. Os gastos das seguradoras com o pagamento de sinistros não têm acompanhado o crescimento da venda de apólices. Em 2007, o setor cresceu globalmente apenas 3,3%.

O coordenador da pesquisa defende que as companhias de seguro criem alternativas para reduzir os riscos e incentivar as empresas a adotarem tecnologias menos agressivas ao meio ambiente. No futuro, ele acredita que será possível dar descontos nas apólices, por exemplo, a consumidores que utilizem veículos cuja emissão de gás carbônico na atmosfera seja reduzida.

Karen Suassuna, analista do Programa de Mudanças Climáticas e Energia da WWF Brasil, esclarece que ainda não há dados precisos sobre os impactos das mudanças do clima na economia no Brasil. Porém, destaca que os mapas de chuva e temperatura elaborados a partir de dados históricos mostram que os dias serão mais quentes e mais secos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, a partir de 2071. "Destruir a Floresta Amazônica, por exemplo, significa prejudicar o ciclo de chuvas no sul da América Latina, onde há grande produção de grãos. Então, conter os impactos das mudanças não interessa só à preservação do planeta, mas aos setores ligados ao desenvolvimento do país", enfatiza.

Poucas contribuições

A Allianz e a WWF elaboraram um ranking que apontou os países do G8 (formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos) que mais contribuem para o acontecimento de mudanças climáticas e como eles estão se preparando para atingir as metas definidas no Protocolo de Kyoto. Eles precisam assumir a responsabilidade de reduzir as emissões de gás carbônico (entre 25% e 40%). Os Estados Unidos estão no fim da lista e são os que menos adotaram políticas para reduzir a emissão e ainda possuem forte dependência de petróleo e carvão como fonte de energia. Canadá e Rússia também foram mal avaliados.

Os melhores no ranking são Reino Unido, França e Alemanha. Mas eles ainda precisam acelerar as políticas para atingir as metas. Os países em desenvolvimento (o G5, formado por Brasil, China, Índia, México e África do Sul) também receberam avaliação no estudo, mas não foram colocados em ranking. O Brasil emite baixas quantidades de gás carbônico, por causa da geração de energia elétrica em hidrelétricas. As queimadas, no entanto, ainda são um desafio para o país.

O número: US$ 60 bi

O impacto: foram as perdas do setor em 2005 em decorrência das catástrofes naturais

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