Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Paraguai estuda novos impostos agrícolas

Presidente disse que o Paraguai, que possui a menor carga tributária da região, precisa também de uma maior arrecadação.

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Redação (15/08/2008)- O Paraguai pode adotar um novo imposto agrícola, afirmou o presidente eleito do país, Fernando Lugo, referindo-se a uma medida capaz de chacoalhar a economia do país, altamente dependente das exportações agropecuárias, com destaque para a soja.

Lugo disse que o Paraguai, que possui a menor carga tributária da região, precisa também de uma maior arrecadação. "Vamos estudar a possibilidade real de fazer isso. Primeiro, implementar já o imposto de renda pessoal. A isso somam-se os impostos que, segundo tínhamos avisado, estudaremos para outros setores, como, por exemplo, o agrícola", disse Lugo ao jornal paraguaio "ABC Color".

O país é o quarto maior exportador mundial de soja e grande parte do crescimento econômico que registrou nos últimos cinco anos deve-se ao aumento das exportações desse produto, cuja área de plantio cresceu à medida que o preço dos grãos aumentaram nos mercados internacionais. O Paraguai produziu 6,8 milhões de toneladas de soja na safra de 2007/2008, batendo um recorde.

"Dionisio Borda [ministro da Fazenda] está aberto à possibilidade de estudar os números, de estudar a situação, de avaliar a necessidade de que também as exportações e o imposto agrícola sejam mais eficientes em nosso país", disse Lugo.

O anúncio acontece semanas depois de ter chegado ao fim, na vizinha Argentina, uma longa disputa entre o setor ruralista e o governo em torno do aumento dos impostos cobrados sobre a exportação de grãos. Os planos governistas tiveram de ser cancelados depois de o Congresso argentino haver rejeitado a elevação das taxas.

Lugo tomará posse em meio a uma grande expectativa dos que esperam uma luta franca contra a corrupção e a pobreza, que afeta 40% da população. A maior parte dos miseráveis vive na zona rural e isso, em parte, devido ao aumento do desemprego, em meio à expansão da agricultura mecanizada.

Há cerca de quatro anos, o Congresso paraguaio aprovou a implementação de um imposto de exportação sobre a soja em estado natural, imposto esse vigente por 12 meses. Mas, segundo os produtores rurais, a arrecadação resultante dele, que deveria ser destinada à reforma agrária, ganhou outro fim. Hoje em dia, o setor agrícola paga um imposto de renda agropecuária e impostos imobiliários, além do imposto de valor agregado como tributo indireto.

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