Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Impasse do frango com a UE volta à mesa de negociação

A UE não aceita o novo modelo de distribuição de cotas estabelecido pelo Brasil, que atribui 90% do volume total às exportadoras com base em no histórico de vendas ao bloco de julho de 2005 a junho de 2008.

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Redação (05/11/2008)- A União Européia informou que voltará a negociar no dia 14 com o Brasil a distribuição de cotas para exportação de frango brasileiro para o mercado europeu, que vem causando dor de cabeça na relação bilateral. Negociadores falam em "esforço concentrado" para resolver o contencioso ainda este mês e evitar uma paralisia nos embarques de frango a partir de janeiro dentro da cota, onde a tarifa é mais baixa. 

A UE não aceita o novo modelo de distribuição de cotas estabelecido pelo Brasil, que atribui 90% do volume total às exportadoras com base em no histórico de vendas ao bloco de julho de 2005 a junho de 2008, ficando os 10% restantes para empresas "entrantes". Argumenta que isso engessa o mercado e a deixa dependente de poucos fornecedores. 

Já o Brasil considera insatisfatória a mudança proposta pela UE, segundo a qual metade da cota seria definida pelo volume histórico e a outra metade seria destinada a quem chegasse primeiro. Estima que isso mantém parte do sistema antigo, que estimulou o surgimento de um mercado de licenças de importação. Como cada papel custava de 500 a 600 euros, os importadores acabavam obtendo descontos em suas compras de frango dentro das cotas. 

Negociadores dizem que o jeito será tentar um meio termo, para evitar que o problema se prolongue e impeça as exportações. A UE já adiou pela segunda vez a emissão de licenças para importação dentro do novo sistema, empurrando tudo para a segunda semana de dezembro, se houver acordo até lá. 

A UE argumentou ontem que a medida "visa dar tempo suficiente aos dois lados para concluir satisfatoriamente suas conversações". Na avaliação de Bruxelas, o comércio continua, até o momento, em "bases normais", com as emissões de importações liberadas até 20 de abril e 20 de julho válidas até o fim de novembro e o fim de fevereiro de 2009, respectivamente. Exportadores dizem que há desaceleração. Se persistir o impasse, uma saída para o Brasil é recorrer à OMC. Só que uma disputa leva dois anos e nada garante que o perdedor vai realmente implementar o que for decidido.

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