Os produtos das cooperativas brasileiras beneficiam 32% da população.
Fórum destaca papel do cooperativismo no Mercosul
Redação (21/11/2008) – A importância do cooperativismo no Mercosul e a questão do gênero foram destaques nas discussões do 1º Fórum Nacional de Cooperativismo e Associativismo, nesta quinta-feira (20). O encontro, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), termina nesta sexta-feira (21).
A presidente da Confederação Paraguaia de Cooperativas (Conpacoop), Myriam Baez, ressaltou que as cooperativas daquele país são responsáveis por 85% da produção leiteira, 29% do Produto Interno Bruto Agropecuário, e 40% das exportações. “Os produtos das cooperativas beneficiam 32% da população”, informou. Com relação ao percentual de cargos de direção nos órgãos, 80% são ocupados por homens e 20% pelas mulheres.
Segundo a representante da Federação de Cooperativas de Produção do Uruguai, Beatriz Caballero, a população do país é de apenas três milhões de habitantes, mas a maioria ocupa espaço importante nas cooperativas de trabalho. “Precisamos de políticas públicas específicas para acabar com as desigualdades dos gêneros”, enfatizou.
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Na Argentina, 15 milhões de pessoas estão filiadas às 16,5 mil cooperativas, de acordo com informações do Instituto Nacional de Associativismo e Economia Social da Argentina (Inaes).
O diretor do Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural (Denacoop), Paulo Roberto da Silva, ressaltou que os países que compõem esse bloco devem se unir para trabalhar pela inclusão social e por uma sociedade mais justa e fraterna, sem levar em conta as fronteiras que dividem os países.
Palestra – “O desenvolvimento igualitário e sustentável, com anseios compartilhados entre homens e mulheres, é o caminho para se ter equilíbrio entre os gêneros”. A opinião é da especialista e mestre em Ciências Sociais, Moema Viezzer, palestrante desta desta quinta-feira (20). Para Viezzer, é preciso retomar, entre homens e mulheres, valores femininos como afetividade, cuidado, cooperação e responsabilidade. “O cooperativismo pode se tornar um espaço privilegiado para o resgate desses valores e ter como resultado o masculino e o feminino em equilíbrio”, ressaltou.
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