Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Balança tem 1o déficit em 8 anos

Apesar da tendência de queda das exportações, está prevista uma situação de recuperação dos preços das commodities.

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Redação (03/01/2009)- Depois de quase oito anos de vários recordes e superávits sucessivos, a balança comercial brasileira registrou em janeiro o primeiro déficit mensal desde março de 2001, aumentando a preocupação de governo, empresários e economistas sobre os impactos cada vez mais agudos da crise financeira no crescimento do Brasil. No primeiro mês do ano, a balança apresentou um saldo negativo de US$ 518 milhões, resultado de exportações de US$ 9,78 bilhões e importações de US$ 10,30 bilhões.

Os efeitos da redução da demanda internacional, o aumento da concorrência pela conquista de novos mercados e a adoção de medidas protecionistas por causa da crise já se notam nos dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em fevereiro, o resultado também será ruim, antecipou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.

Para fazer frente a esse cenário, o governo vai lançar novas medidas de estímulo às exportações, entre elas desonerações tributárias, aumento da oferta de crédito, estímulo à competitividade e busca de novos mercados. Sem detalhar o conteúdo do pacote "pró-exportação", o secretário informou que o anúncio é "iminente".

O Brasil vai reforçar as missões comerciais para os países da África, América Latina, mas, sobretudo, para a Ásia, onde as exportações brasileiras continuaram crescendo em janeiro.

Barral reconheceu, no entanto, que o maior problema nesse cenário de crise é a redução da demanda internacional. Ele acrescentou que alguns produtos brasileiros, como o aço, estão perdendo mercado para concorrentes, que estão desovando seu estoques a "preços de ocasião".

Em janeiro, as exportações levaram um tombo de 22,8% sobre janeiro de 2008 e de 25,8% em relação a dezembro. Já as importações recuaram menos, 12,6% sobre janeiro de 2008 e 6,3% em comparação a dezembro. Entre as maiores quedas das exportações estão veículos de carga (65,7%), motores (62%), automóveis (56,1%), autopeças (50,6%).

Por causa do aumento da quantidade exportada e relativa estabilidade de preços, as vendas externas de commodities agrícolas e minerais tiveram os maiores avanços: milho (154%), açúcar (90,1%), farelo de soja (42,9%), minério de ferro (12,1%). Enquanto as exportações de produtos manufaturados caíram 34% sobre janeiro de 2008, as de básicos recuaram 6,5% e de semimanufaturados, 13,7%.

Apesar da tendência de queda das exportações, Barral previu uma situação de recuperação dos preços das commodities. A expectativa do ministério é de manutenção também da tendência de aumento das exportações brasileiras para os países em desenvolvimento. Isso porque esses países estão sendo menos afetados pela crise internacional.

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