Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Consumidor rural é nova esperança chinesa

Governo pretende criar 150 mil lojas no campo este ano, para facilitar o acesso a produtos seguros.

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Redação (10/02/2009)- A China se voltou para seus cidadãos mais pobres numa tentativa de reavivar o crescimento, diante do enfraquecimento da demanda entre os ricos consumidores ocidentais que, durante anos, absorveram as exportações do país.
Na mais recente de uma série de medidas para impulsionar o consumo interno, o governo chinês anunciou ontem novos planos para criar empregos, diminuir os custos de distribuição e melhorar a qualidade e disponibilidade de produtos no varejo da zona rural.

O Ministério do Comércio chinês informou que o governo pretende criar 150.000 lojas no campo este ano, para facilitar o acesso a produtos seguros. Essas lojas devem criar 775.000 novos empregos até 2010, calculam as autoridades.

Os novos planos, embora ainda vagos, refletem o foco crescente dos planejadores chineses em ajudar os cerca de 700 milhões de camponeses do país a gastar mais. Entre outras medidas anunciadas recentemente está a expansão dos subsídios para produtores rurais comprarem eletrodomésticos. O governo espera que esses esforços ajudem a reaquecer o crescimento econômico em desaceleração e aumentem a prosperidade da zona rural, num período em que o desemprego crescente gera temores de possíveis conflitos sociais.

Pela primeira vez o governo chinês e a indústria local estão "se focando nos camponeses chineses em vez de nos consumidores americanos" para resolver seus problemas econômicos, disse o economista-chefe para a China do Royal Bank of Scotland, Ben Simpfendorfer. "Isso não salvará a economia mundial, mas pode ajudar a moldá-la na próxima década", disse ele.

As exportações chinesas caíram nos últimos meses, depois de anos de crescimento na faixa dos dois dígitos. Economistas e autoridades dizem que a China precisa estimular o consumo para compensar a desaceleração, não apenas para garantir sua própria saúde econômica, mas para ajudar a equilibrar a economia mundial, cujo maior consumidor – os Estados Unidos – está em recessão. O consumo interno respondeu por 39% do PIB na China nos primeiros nove meses de 2008, segundo dados oficiais do governo da China, ante 69% nos EUA.

Os camponeses, embora ainda relativamente pobres, assistiram à expansão contínua da sua renda nos últimos 30 anos de reformas de mercado no país. Multinacionais como a gigante finlandesa dos celulares Nokia Corp. e a farmacêutica anglo-suíça AstraZeneca PLC investiram no país nos últimos anos para atender a essa demanda, estabelecendo complexas redes de distribuição nas cidades menores da China.

Pequim expandiu recentemente um programa para fornecer subsídio de 13% do preço para os moradores que comprarem produtos como celulares, máquinas de lavar e computadores. O programa, lançado em 2007 em três províncias, foi ampliado nacionalmente este mês. O governo escolheu mais de 120 fornecedoras, inclusive multinacionais como Nokia e Samsung Electronics Co. Os subsídios podem custar ao governo 30 bilhões de iuanes por ano, ou cerca de US$ 4,4 bilhões, segundo Li Guoxiang, pesquisador do centro governamental de pesquisas Academia Chinesa de Ciências Sociais.

As autoridades enfrentam alguns obstáculos óbvios para abrir o mercado rural. Os camponeses, que têm renda média per capita anual de US$ 700, tendem a economizar a maior parte da renda para o tempo de vacas magras, por causa da má qualidade do atendimento médico e de outros serviços sociais no interior. Geralmente os camponeses não têm acesso fácil a lojas com amplos estoques.

Hu Erhe, produtor rural de 56 anos deste vilarejo do Território da Mongólia Interior, no norte da China, pagou 598 iuanes no mês passado, quase a metade da sua renda mensal, para comprar sua primeira lavadora de roupas com o subsídio do governo. Ele e a mulher, He Cuifeng, tiveram de levá-la de ônibus para a remota localidade em que moram – uma viagem de duas horas. Eles não têm água corrente, e por isso He bombeia água de um poço próximo em grandes botijões para depois transportá-los até a casa.

Mesmo assim, a máquina de lavar se tornou símbolo de status no vilarejo, disse He. "Depois que a compramos, vários vizinhos vieram dar uma olhada."

A Lenovo Group Ltd., maior fabricante de PCs da China, estima que o plano de subsídio possa aumentar as vendas do setor na China em 10 bilhões de iuanes, ou 5% do total anual. A empresa informou na semana passada que planeja voltar a se concentrar no mercado chinês, diante da fraca demanda nos EUA e na Europa.

Alguns analistas questionam o benefício de longo prazo no desenvolvimento do mercado rural chinês. Como a população rural é dispersa, é "extremamente difícil alcançar" eficiência de custos, disse Rattan Malli, planejamento da agência de publicidade J. Walter Thompson.

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