Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 201,42 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 202,23 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.107,94 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,54 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 198,59 / cx

Carne suína lidera produção e consumo mundial

Olinto Rodrigues de Arruda, suinocultor e engenheiro agrônomo, apresenta números expressivos do setor, em escala mundial, e cita alguns fatores para dinamizar o crescimento da suinocultura no Brasil. Ele ministrou palestra durante o curso Gestão na Suinocultura, promovido pela Consuitec em Campinas (SP).

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Redação (26/03/2009)- Para saber o potencial de uma atividade, é necessário o conhecimento de dados mundiais e saber transportá-los para a realidade nacional. Na palestra “Aspectos da Suinocultura do Brasil e do Mundo”, Olinto Rodrigues de Arruda, engenheiro agrônomo e suinocultor, apresentou dados da produção suinícola mundial e explicou como o suinocultor brasileiro pode trabalhar estes números para incrementar a atividade. A apresentação foi feita no curso “Gestão na Suinocultura”, promovido pela Consuitec nos dias 24 e 25 de março, em Campinas (SP). Evento reuniu cerca de 90 empresários e administradores do setor.

“Atualmente a carne suína é a proteína mais produzida e consumida no mundo. Apesar da crise, não existem perspectivas de mudança neste cenário”, diz Olinto. De acordo com ele, a carne suína é responsável por 40,41% da produção de carnes no mercado mundial. A China está no topo dos países produtores, seguida por EUA, Alemanha e Espanha. “O Brasil está em quinto lugar entre os grande produtores, mas quando falamos em consumo, a realidade é diferente”, diz.

Produção Mundial de Carne Suína em 2007

Tipo de Carne Volume (ton.) Participação (%)
Suína 115.453.862 40,41%
Aves 86.772.328 30,37%
Bovina 61.881.160 21,66%
Outras 21.608.459 7,56%
Total 285.715.809 100,00%

Fonte: FAOSTAT, FAO

País Volume (ton.) Part. (%) País Volume (ton.) Part. (%)
1 China 61.150.000 52,96% 10 Rússia 1.788.000 1,55%
2 EUA 9.952.709 8,62% 11 Dinamarca 1.750.000 1,52%
3Alemanha 4.670.000 4,04% 12 Itália 1.600.000 1,39%
4 Espanha 3.221.700 2,79% 13 Filipinas 1.501.000 1,30%
5 Brasil 3.130.000 2,71% 14 Países Baixos 1.295.600 1,12%
6 Vietnã 2.500.000 2,17% 15 México 1.200.000 1,04%
7 Polônia 2.100.000 1,82% 16 Japão 1.164.500 1,01%
8 França 1.982.000 1,72% Outros 14.553.973 12,61%
9 Canadá 1.894.380 1,64% Total 115.453.862 100,00%

Fonte: FAOSTAT, FAO

Segundo Olinto, além de ser a carne mais produzida, o produto suíno também é o mais consumido em escala mundial, superando a carne bovina e de frango. “Atualmente a carne suína é a preferida em diversas partes do globo. A média de consumo por pessoa na Europa é 44 quilos. China e Canadá registram 35. Nos Estados Unidos, o consumo atinge 30 quilos por pessoa e a média mundial é 16 quilos”, mostrou o suinocultor. “O Brasil, apesar de ser o quinto produtor mundial de carne suína, está abaixo da média, com 13 quilos por pessoa. Observando esta diferença, podemos enxergar o potencial de crescimento de nosso consumo, uma vez que as carnes de frango e bovina atingem um consumo per capita de 36 e 38 quilos respectivamente.”

Dicas do suinocultor:
Olinto explicou alguns fatores fundamentais a serem considerados para o incremento da suinocultura nacional e aumento da lucratividade. “Aspectos sanitários como o controle da ração, água e medicamentos na propriedade podem monitorar a presença de resíduos, como micotoxinas, refletindo em melhor qualidade”, explica. “Observar os aspectos ambientais e de bem-estar animal também são fundamentais para o bom andamento da atividade. A granja deve estar muito bem adaptada para preservar o conforto do suíno. A construção de biodigestores para o tratamento de dejetos é eficaz para produção de energia e fertilizantes, garantindo respeito ao meio ambiente e retorno financeiro ao produtor”.

O suinocultor também destacou os aspectos sócio-econômicos, incentivando a busca de novos mercados e o aumento do consumo interno. “Atualmente observamos algumas ações do governo para abertura de mercados, como Chile e Rússia, além de ações de incremento de consumo interno da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) como a campanha Um Novo Olhar para a Carne Suína”, diz. “O produtor não deve desanimar, mesmo em período de crise, a união destes fatores nos conduzirá a superação”.

Para concluir sua palestra, Olinto usou de sua experiência no setor para definir algumas “regras” que permitiriam a organização da suinocultura nacional de forma adequada.

Segundo ele, a missão do setor é a produção de alimentos saudáveis e de alta qualidade, de forma socialmente correta. Deve-se utilizar técnicas adequadas com resultados economicamente viáveis. Para isto, é necessário respeito absoluto ao bem-estar e segurança das pessoas, dos animais, do meio ambiente e a observância e cumprimento das normas sociais, tributárias, econômicas e de biosegurança.

“O objetivo é a valorização do ser humano, do meio ambiente, da qualidade de vida e dos nossos produtos”, explicou Olinto. “Precisamos ter foco em nosso negócio através de planejamento e fixação clara de objetivos. É necessário definir sistemas e métodos, seleção, treinamento e comprometimento pessoal, monitoramento, controle e avaliação das pessoas e das atividades”, afirmou. “Sem esquecer, claro, atenção especial aos nossos clientes, remuneração justa e pontual aos nossos colaboradores, fornecedores e obrigações sociais”, explicou.

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