Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,01 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,72 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,95 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 198,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,49 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 221,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,69 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,88 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.253,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.114,33 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 217,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 184,09 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 178,31 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 189,43 / cx
Exportação

Crise reduz fretes para o Mercosul

Até agora, 3 mil pessoas ligadas ao ramo de transportes perderam seus empregos.

A queda de cerca de 30% nas exportações gaúchas durante o primeiro trimestre do ano em relação a igual período de 2008 está se refletindo no setor de transportes internacionais, com queda drástica no número de viagens para os países vizinhos.

A Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) estima que, de novembro até agora, cerca de 3 mil pessoas ligadas ao setor perderam o emprego no Estado. A Receita Federal de Uruguaiana – município que abriga o maior porto seco da América Latina e principal porta de saída de caminhões rumo ao Mercosul – apontou queda de 37,4% no número de caminhões que cruzaram a ponte internacional para a Argentina nos dois primeiros meses do ano, comparado a igual período de 2008. Em Uruguaiana, 32,5% do PIB do município provém do comércio exterior. De acordo com o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado, Lauri Kotz, a crise no transporte de cargas atinge diretamente os despachantes.

“O momento é grave, muitas empresas diminuíram o número de funcionários. Mas temos esperança que a situação melhore a partir de maio se o BNDES financiar as compras da Argentina, principal cliente dos produtos brasileiros”, afirma Kotz.

Exemplo do impacto da crise sobre o setor é a ausência de cargas em plena safra de arroz, cebola e alho.

Sem frete para a Argentina, renda de transportador cai

Para a assessora de assuntos internacionais da Cooperativa dos Transportadores de Cargas de Uruguaiana, Gladis Vinci, a situação dos 210 associados é crítica. Os caminhões chegam a ficar até 15 dias parados no pátio sem conseguir frete.

“Quando tem carga para ir à Argentina, não tem para o retorno, o que encarece muito a viagem. Hoje, precisamos colocar um caminhão colado no outro aqui no pátio para conseguir acomodar todos os veículos. É assustador”, lamenta Gladis.

Caminhoneiro há 40 anos, Mário Lemos Pereira, 62 anos, nunca havia passado por uma situação semelhante. Este ano, ele não fez nenhuma viagem para o país vizinho. “Para a Argentina, apesar da burocracia, ganhávamos um pouco mais. Sem os fretes de lá, foi preciso aumentar as viagens aqui dentro, ficar mais tempo longe da família e controlar o orçamento em casa. Consigo pagar as contas, mas no banco ando no vermelho”, diz o motorista, casado e com dois filhos.

Para o vice-presidente da ABTI, José Carlos Becker, não há sinais de que a situação vá melhorar até o final do primeiro semestre. Nos próximos dias, a entidade participa de reunião em Brasília para cobrar do governo federal incentivos ao setor. “Até agora, o governo fomentou a importação e exportação, mas especificamente para o ramo de transportes internacionais não houve nenhum incentivo. Vamos em busca disso”, assegura Becker.

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