No fim de 2008, a Rússia retirou 175 mil toneladas da cota de exportação do Brasil.
Produtor russo é contra aumento de cota para o Brasil
Em 2006 o Brasil exportou para a Rússia 400 mil toneladas de carne suína. Acordo entre os dois países previa que esse volume iria se repetir nos anos seguintes, mas não foi. Agora,a Rússia fixou uma cota anual de 175 mil toneladas para o Brasil em 2009.
A indústria brasileira quer ampliar essa cota. No fim de 2008, os russos retiraram 100 mil toneladas da cota do Brasil e repassaram aos americanos, seu grande parceiro comercial. Essa pretensão esbarra em forte oposição da associação dos produtores russos de carne suína: o governo russo priorizou o aumento da produção interna. Além disso, qualquer aumento de cota terá sobretaxa de 95%, o que reduzirá a margem e a competitividade da carne brasileira.
A oposição dos criadores russos é clara e está expressa no site da associação. O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, está pessimista. “Essa reivindicaçãonão vai prosperar”, mostra, lembrando que há um forte desequilíbrio nas relações comerciais entre Brasil e Rússia. O Brasil exporta anualmente mais de 3bilhões de dólares em mercadorias e produtos para a Rússia e importa apenas 600 milhões de dólares daquele país.
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A principal vítima das relações entre os dois países é Santa Catarina: embora sempre tivesse ostentado a melhor condição sanitária do Brasil, foi punida com embargo russo que perdurou por mais de dois anos. Esse embargo foi suspenso recentemente, mas, na prática, ainda não foram fechados negócios.






















