Novartis, Eli Lilly, Bayer e a Boehringer Ingelheim tentarão comprar as divisões veterinárias da Merck e da Schering-Plough Corp.
Disputa de ativos na área veterinária
Quatro dos maiores laboratórios farmacêuticos do mundo deverão concorrer pelos produtos veterinários da Pfizer Inc. e da Merck & Co., num momento que o aumento da receita das drogas de combate a pulgas, de tratamento do câncer canino e vacinas para o gado ultrapassa a gerada pela venda voltada à saúde humana.
A Novartis AG, a Eli Lilly & Co., a Bayer AG e a Boehringer Ingelheim GmbH tentarão comprar as divisões veterinárias da Merck e da Schering-Plough Corp., com um total de US$ 4,27 bilhões em vendas no ano passado, disse Bill Kridel, diretor-executivo do Ferghana Partners Group, de Nova York, que assessora empresas em fusões e aquisições. A divisão de produtos animais da Pfizer, com até US$ 400 milhões em vendas, também vai atrair interesse, segundo ele.
Os ativos estão sendo vendidos porque a Pfizer, que está adquirindo a Wyeth, e a Merck, compradora da Schering-Plough, receberam parecer das autoridades reguladoras de que as aquisições as tornam exageradamente dominantes no mercado de produtos veterinários. As vendas de medicamentos para humanos cresceram 1,3%, para US$ 291 bilhões, no ano passado, segundo a IMS Health Inc. Esse percentual deve ser comparado à expansão de 7,2%, para US$ 19,2 bilhões, para medicamentos de uso animal, segundo a empresa de pesquisa britânica Vetnosis Ltd.
Leia também no Agrimídia:
- •Conflito no Oriente Médio coloca em alerta exportações de frango do Brasil
- •Preços dos ovos sobem até 15% e demanda aquecida sustenta altas no mercado
- •Vigilância sanitária intensifica monitoramento após foco de influenza aviária em aves silvestres no RS
- •Preço de referência da carne suína no Reino Unido recua pela nona semana, mas mercado europeu dá sinais de recuperação
As empresas farmacêuticas estão tentando incorporar remédios de uso animal como maneira de ampliar suas áreas de atuação, num momento em que a concorrência dos medicamentos genéricos ameaça suas vendas anuais, de US$ 139 bilhões, de remédios para uso humano até 2012.





















