Dólar fecha em queda de 1,29% e tem menor valor em dez meses. Cotação de R$ 1,903 para a venda é a menor desde setembro.
Ruim para as exportações
O dólar comercial iniciou a semana em baixa, marcando a menor cotação em dez meses, ou desde setembro de 2008. Após queda de 1,29%, a moeda norte-americana terminou a segunda-feira (20/07) valendo R$ 1,903 no mercado brasileiro.
A divisa registrou a sexta baixa seguida, a mais longa sequência de quedas em dois meses. Os ganhos das bolsas de valores nos Estados Unidos e no Brasil contribuíram para a valorização do real.
Além disso, a queda do dólar no mercado doméstico foi reforçada pelo movimento da moeda em nível global. Frente a uma cesta global de divisas, o dólar cedia 0,6% no fim da tarde.
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“A tendência do dólar é de queda”, afirmou Marcos Forgione, operador de câmbio da ABDO Corretora. “À medida que a crise vai se dissipando, as atenções vão se voltando para o Brasil. A taxa de juro ainda é alta e a remuneração é boa.”
O principal índice da bolsa brasileira registrou alta pelo quarto dia seguido, acompanhando o movimento positivo em Wall Street.
Influências – Ainda na semana passada, a divulgação de alguns balanços corporativos do segundo trimestre melhores que o esperado contribui para reduzir a apreensão de investidores com o ritmo de recuperação da economia.
Ainda no cenário corporativo, o conselho do CIT Group, que trabalha com empréstimos para pequenas e médias empresas, firmou um acordo com um grupo de detentores de bônus para um financiamento de US$ 3 bilhões, informou uma fonte.
Segundo o diretor-executivo da NGO Corretora, Sidnei Moura Nehme, outro fato que estaria influenciando a queda do dólar frente ao real é a compra de dólares pelo Banco Central acima do fluxo externo para o País.
“Com isso, os bancos (que vendem dólares para o BC) têm ampliado suas posições vendidas no mercado à vista, e podem estar trabalhando para que a taxa caia para que possam fechar suas posições com lucro”, explicou Nehme.
Desde maio deste ano, a autoridade monetária já comprou US$ 6,167 bilhões no mercado à vista, frente à entrada líquida de US$ 4,646 bilhões no país.
Segundo dados do BC, os bancos estavam no final de junho com US$ 524,4 milhões em posições vendidas no mercado livre. Foi a primeira vez desde julho de 2007 que os bancos encerraram um mês vendido.





















