Em Ribeirão Preto (SP), carne de frango foi a que registrou o maior aumento de preços até agora no ano.
Carne de frango em alta no interior de SP
A carne de frango foi a que registrou o maior aumento de preços neste ano em Ribeirão Preto (SP). Segundo o levantamento do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas (Nepe) do Moura Lacerda, o frango ficou 9,3% mais caro entre janeiro e junho. Movimento contrário em relação às carnes vermelhas: dos 13 tipos pesquisados, apenas dois registraram alta de preços. O maior reajuste foi de 3,8%, no coxão mole. E a maior queda foi do contra-filé, de 15,5%.
Para a economista Andréia Tonani, responsável pelo levantamento, o aumento do frango está relacionado com a maior demanda de mercado. “Como as carnes registravam altas até o fim de 2008, os consumidores optaram mais pelo frango.” Segundo Andréia, a queda de preços no primeiro semestre não significa que as carnes vermelhas estão com preço baixo. “Apesar do reajuste para baixo, algumas carnes nobres apresentam picos de preços de R$ 40 o quilo. O que aumenta a demanda pelo frango”, disse.
O aposentado José Antônio Fogagnolo, 62 anos, passou a comprar mais frango após os aumentos na carne vermelha no ano passado. “A carne de boi estava cara e acho que ainda está, aí a gente tem de balancear e variar”, disse.
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O pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA) Éder Pinatti disse que, com a crise, os produtores de frango optam por produzir menos e assim aumentar o valor da carne. “É mais fácil controlar essa produção pois o ciclo é pequeno, de até 49 dias. E como a cadeia é bem interligada, logo que os preços de compra sobem para os frigoríficos, a alta também chega ao consumidor. O que não acontece no caso da carne.” De acordo com Pinatti, os produtores de gado para corte diminuíram os preços de venda para os frigoríficos em 2008 por causa da redução nas exportações, mas a queda só chegou este ano ao varejo. “Esse é um mercado mais complexo, até por causa do tipo de produção, que demanda mais tempo que o frango.”
Para a economista do Nepe, a redução da demanda externa foi a principal causa da redução de preços neste ano.
Raio X – Apesar de queda, carnes estão caras
8% Queda no preço do filé mignon em 12 estabelecimentos de Ribeirão no 1º semestre
14% Queda no preço da costela nos seis primeiros meses deste ano segundo a pesquisa do Nepe.





















