Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Trocando milho por soja

Produtores gaúchos devem cultivar menos milho para apostar na soja. Baixa cotação e grande safra nos EUA desestimulam agricultores.

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O recuo nos preços do milho deve levar o Rio Grande do Sul a uma queda brusca na área cultivada com o grão. O mais recente levantamento da consultoria Safras & Mercado indica que o plantio da lavoura 2009/2010 deverá alcançar 1,125 milhão de hectares, o que representaria retração de 21% sobre o ciclo anterior.

Se confirmada, será a segunda maior diminuição de área plantada desde 1976, quando a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou a série histórica. Desde então, a maior redução de área foi na safra 1992/1993, com queda de 22%.

O analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari, ressalta que a pesquisa foi feito entre 15 de junho e 15 de julho, quando o preço da saca de 60 quilos de milho no Estado estava acima de R$ 20. Como a cotação varia agora entre R$ 16 e R$ 18, ele avalia que a área pode sofrer corte ainda maior caso os preços não reajam em agosto e setembro, quando o produtor toma a decisão de que cultura de verão vai privilegiar. “É um preço muito baixo para o milho. Há um desestímulo total”, diz Molinari, que lista a grande safra norte-americana, a perda de atratividade das exportações por causa da valorização do real e o alto estoque de passagem no Brasil como fatores de queda da cotação.

Forte mudança depende de sementes e de crédito – A diferença de 300 mil hectares a menos para o milho, afirma o analista, deve ser direcionada para a soja, cultura que atualmente tem rentabilidade maior. Uma migração em grande escala, observa Molinari, poderia ser barrada pela disponibilidade de sementes de soja e financiamento esgotado para a oleaginosa.

Previsão mais drástica faz o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Carlos Sperotto. Segundo o dirigente, a redução da área plantada de milho pode chegar a 50%. A razão, explica, está “no aviltamento dos preços”.

“Com a saca de milho a R$ 16, é preciso 102 sacas para pagar o financiamento de um hectare. Mas colhemos este ano no Estado uma média de 65 a 75 sacas por hectare”, argumenta Sperotto, que também prevê a migração do produtor para a soja.

O presidente da Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Estado, Narciso Barison Neto, lembra que os riscos da lavoura pela maior necessidade de água do milho em relação à soja também pode influenciar os produtores. E confirma uma redução “significativa” da procura por sementes de milho.

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