Prejuízo obriga suinocultores paulistas a diminuir a produção. Reação dos preços nos últimos 30 dias não alivia crise e baias continuam vazias.
Situação difícil para criadores de suínos
Criadores de suíno de São Paulo estão passando por um momento difícil. Nem a reação do preço, nos últimos 30 dias, aliviou a situação. O trabalho nos galpões de engorda não é mais o mesmo e muitas baias estão vazias.
José Edmilson é criador há 20 anos no município de Fartura, oeste do estado de São Paulo. Ele não se lembra de uma fase tão desfavorável como esta. Os leitões que vende. a R$ 64 a cabeça, têm um custo de R$ 70. Prejuízo que o obrigou a diminuir a produção. “Continuar na atividade perdendo dinheiro, tirando de outra atividade para colocar nos suínos, só está perdendo”, afirma o criador.
De um mês para cá, o preço do suíno reagiu no mercado paulista, esta semana a arroba foi negociada por R$44. Alta de 20% nos últimos 30 dias.
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Mas os criadores dizem que o valor atual ainda não é suficiente para cobrir o custo de produção. “Está complicado, porque a soja subiu de preço. O milho não subiu, mas a soja subiu bastante. Estamos trabalhando no vermelho”, garante Darci Paiva, criador.
Segundo a Cooperativa dos Suinocultores de Fartura, a produção da região oeste de São Paulo caiu pela metade em 2009.
Uma propriedade em Fartura já chegou a ter mais de cinco mil animais, hoje eles não chegam a oitenta. O produtor foi obrigado a vender as matrizes e ainda assim teve prejuízo. Cada reprodutor, avaliado em R$ 600, foi vendida por R$ 200.
Jurandir Dognani é outro exemplo, ele cria suínos há 30 anos. Além de reduzir o rebanho, teve que enxugar outros gastos na granja. “Demiti 26 funcionários registrados, todos perderam emprego. Somando família e tudo, dá mais de 80 pessoas que viviam junto com a gente, amigos da gente, da suinocultura”, revela Dognani.
























