Argentina devolve imposto sobre exportação de trigo e milho. Medida não satisfez setor agropecuário.
Argentina em conflito
O governo argentino anunciou ontem (10/09) que devolverá a totalidade do imposto sobre a exportação de trigo e milho para os pequenos e médios produtores, fortemente afetados por uma seca.
A medida, entretanto, não satisfez o setor agropecuário, com o qual a presidente Cristina Fernández de Kirchner se encontra em conflito desde o ano passado devido ao imposto sobre as exportações, já que os produtores acreditam que o governo pode manipular essa restituição.
“Os pequenos e médios produtores são os que temos que incentivar para que voltem a semear e investir”, disse a presidente ao anunciar a medida, em um ato no qual os representantes do setor rural não estavam presentes.
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As autoridades da Argentina, um dos maiores exportadores mundiais de milho e trigo, tinham oferecido um benefício similar no ano passado aos produtores, que o rejeitaram pedindo, no lugar, que o imposto não fosse cobrado.
“Temos uma desconfiança justificada. Isso terá a aprovação da Federação Agrária Argentina (FAA) no momento em que soubermos com precisão como e quando vai funcionar”, disse Eduardo Buzzi, presidente da FAA, à TV TN.
Fernández explicou que a medida significará a devolução de 50 por cento do arrecadado com o imposto sobre a exportação de milho e trigo.
Segundo dados privados, a arrecadação com os impostos sobre as exportações de todos os grãos superariam 7 bilhões de dólares em 2009/10, enquanto que o tributo pago somente pelo milho e pelo trigo teria gerado 400 milhões de dólares em 2008/09.
Devido à seca que entre 2008 e a metade deste ano afetou as regiões rurais do país, especialistas calculam que as exportações de trigo e milho voltarão a ser muito reduzidas em 2009/10.





















