Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Comércio internacional

Contenda do algodão

Retaliação brasileira ao algodão norte-americano poderá sair em dois meses, diz Abrapa. Grupo técnico estuda os produtos que sofrerão a retaliação tarifária determinada pela OMC.

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A Câmara de Comércio Exterior (Camex) apresentará, em dois meses, a retaliação que o País aplicará contra os Estados Unidos por causa de subsídios ao setor de algodão, disse ontem (21/09) o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha. Ele se reuniu com a secretária executiva da Camex, Lytha Spíndola, para discutir o assunto.

Um grupo técnico está estudando os produtos americanos que sofrerão a retaliação tarifária determinada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), no último dia 31 de agosto, no valor de até U$ 800 milhões. Cunha explicou que os técnicos estão preocupados em não gerar mais custos aos produtores brasileiros, taxando, por exemplo, fertilizantes e máquinas agrícolas.

Outra questão que aflige o presidente da Abrapa é a possibilidade de que o governo, em vez de retaliar os americanos, com tarifas às importações, negocie outra compensação qualquer, como a abertura de mercados a outro produto, deixando o algodão de lado. 

“Isso é inaceitável. Não podemos perder de vista o objetivo principal que é a redução de subsídios. Para que haja alguma movimentação no Congresso americano para um estudo de sua lei agrícola, é preciso que haja pressão para isso, e o mecanismo legal que temos é exatamente a retaliação”, afirmou. Cunha acredita que o preço do algodão no mercado internacional pode aumentar até 20%, caso o governo dos Estados Unidos deixe de subsidiar seus produtores.

Atualmente, os estoques mundiais de algodão em pluma estão muito altos, fazendo com que os preços fiquem muito baixos, e outros países produtores também subsidiam o produto, uma política que pode ser revista, segundo Cunha, a partir da decisão da OMC e da forma como o Brasil aplicará a retaliação. Caso o governo tome a decisão pela compensação, o presidente da Abrapa defende que ela venha para o setor de algodão.

“Se não temos como competir com os americanos em termos de subsídios, que tenhamos a condição de competir em termos da mesma capacitação no setor produtivo, e é isso que esperamos do governo”, disse, apontando as dificuldades do setor de algodão em tecnologia, defesa vegetal, logística e promoção e marketing do produto nacional.

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