Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Moodys eleva nota do BR

País é o primeiro a obter grau de investimento durante a crise global. Moody’s vê Brasil como “vencedor” da crise econômica internacional.

Um ano e meio depois de suas principais concorrentes, a agência de classificação de risco de crédito Moody”s concedeu ontem (22/09) ao Brasil o grau de investimento. Trata-se de um selo de qualidade que indica que a probabilidade de um emissor de dívida dar calote é baixa.

Profissionais do mercado financeiro avaliam que, por vir tarde, o rating (nota) não terá implicações práticas relevantes para o País. Mas destacaram o efeito simbólico da medida, uma vez que o Brasil foi a primeira nação a ganhar esse status no meio da crise global.

“A nota da Moody”s é a cereja de um bolo que já estava pronto”, afirmou o vice-presidente do Bradesco, Norberto Barbedo. “A importância desse grau de investimento é o momento em que ocorre: todos perceberam que o Brasil teve desempenho diferenciado durante a crise”, disse o estrategista do Banco WestLB, Roberto Padovani.

A reação dos investidores ontem mesmo confirma essa expectativa. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) diminuiu o ritmo de alta que registrava até o momento em que a informação foi divulgada. No fim dos negócios, subiu 0,93%, para 61.494 pontos. No mercado de câmbio, que já estava fechado quando houve o anúncio, o dólar caiu 1% e fechou cotado a R$ 1,798, menor valor em exatamente um ano.

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, destacou que a Moody”s classificou o Brasil como vencedor. “Se uma agência como essa, conservadora, considera o País vencedor, é o selo que confirma o que temos dito, que o País entrou forte na crise, tomou medidas e está saindo mais forte e mais rápido da crise.”

A Moody”s vinha sendo cobrada pelo governo e por integrantes do próprio mercado financeiro pelo atraso em relação ao Brasil. A primeira elevação do rating brasileiro para grau de investimento foi anunciada pela Standard & Poor”s, em abril do ano passado. Exatamente um mês mais tarde, no fim de maio, foi a vez da Fitch.

O analista da Moody”s responsável pela nota brasileira, Mauro Leos, negou que tenha havido “atraso”. Segundo ele, a agência queria avaliar como o Brasil se sairia diante da crise global. Sobre isso, disse não ter mais dúvidas. “O que vimos é que, com o choque global, o Brasil não só teve desempenho melhor do que as pessoas pensavam, como parece estar mais forte ou equivalente a países que já são grau de investimento.”

Além de promover a nota brasileira (para Baa3), a Moody”s deixou o caminho aberto para mais uma elevação, ao definir a perspectiva para o País como “positiva”. “Muitos indicadores econômicos apontam para uma forte recuperação (do Brasil), uma retomada em (formato de) “V”. Se você olhar para diferentes países, em desenvolvimento e desenvolvidos, há poucos que não foram tão afetados pela crise e possuem fortes sinais de recuperação”, observou Leos.

Para Leos, “o maior risco para o Brasil, e isso pode parecer estranho, é que haja otimismo exagerado”. “Se o governo não continuar agindo ou se houver muita entrada de capital, isso pode trazer problemas.” Segundo o analista a preocupação da agência com a situação fiscal brasileira diminuiu. “O desafio fiscal do Brasil é menor que o de países com a mesma nota.”

O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, viu uma “ironia” nessa posição da Moody”s. “Eles promovem o Brasil justamente quando o governo anuncia que o superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública) deste ano será inferior à meta.” Como avaliam a capacidade de solvência de um emissor de dívida, as agências de risco costumam ser bastante rígidas na análise das contas públicas.

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