Para produtor de carne, moratória assinada por empresas frigoríficas e Greenpeace deveria ter sido mais discutida com os membros da cadeia.
Decisão bilateral?
Reunidos na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), representantes da Federação, Imea, Acrimat e Ampa fizeram nessa terça-feira (6) uma ampla discussão sobre o documento assinado por empresas frigoríficas e a organização não-governamental Greepeace, que estipula critérios mínimos para operações com gado no bioma Amazônico, a chamada ‘moratória da carne’.
“Esta decisão bilateral não ajuda o produtor, o consumidor e muito menos a economia de Mato Grosso”, afirma o presidente da Famato, Rui Prado. Para ele, é estranho que o governo do Estado compactue com tal medida, já que Blairo Maggi participou do ato de assinatura da moratória e oficializou o compromisso de Mato Grosso. “O governo estadual precisa estar do lado de Mato Grosso. Precisa respeitar o setor agropecuário, que muito contribui com o desenvolvimento deste Estado gerando riquezas, empregos e renda para os cidadãos mato-grossenses”, declarou.
Outra crítica do setor produtivo é em relação à exclusão do setor em qualquer tipo de discussão. “Em nenhum momento produtores ou suas entidades foram chamados para tratar deste assunto. Ficamos alijados deste processo e agora, mais uma vez, vamos pagar por pecados que não cometemos” disse Normando Corral, vice-presidente da Federação. Produtores devem se reunir com o governador na próxima semana.
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