Com colheita dos EUA se aproximando, preço da oleaginosa deve cair. Contratos para novembro estão abaixo de US$ 9 o bushel.
Queda no preço da soja
O avanço da colheita da soja nos Estados Unidos deve pressionar os preços internacionais da commodity nas próximas semanas. Os contratos mais líquidos, com entrega em novembro, acumularam desvalorização de 4,4% na semana passada, rompendo o nível psicológico de US$ 9 o bushel (medida de peso equivalente a 27,21 quilos), acima do qual se mantinham desde meados de julho. Após demonstrar muita relutância, o mercado dá sinais de que começa finalmente a ceder frente à chegada da nova safra americana. Na próxima sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos deve revisar para cima sua previsão de colheita, atualmente na casa de 88 milhões de toneladas. O número é considerado conservador por analistas do mercado, que já falam em uma produção superior a 90 milhões de toneladas.
“O surpreendente era a soja se manter firme por tanto tempo com a iminência de uma colheita recorde nos EUA e uma área de produção também recorde na América do Sul”, observou o analista Vinícius Ito, da corretora Newedge USA, em Nova York. O analista observou que os prêmios pagos no mercado físico americano começaram a ceder, “o que é perfeitamente normal para esta época do ano”. Rompido o suporte a US$ 9, os preços da soja podem buscar o nível de US$ 8 no curto prazo. “Tecnicamente, o mercado deve ficar cada vez mais próximo dessa marca durante a colheita. Para os altistas, é importante que isso não aconteça de uma vez”, ponderou o analista Steve Cachia, da corretora paranaense Cerealpar.
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