Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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2009: um ano incerto na suinocultura

Suinocultor sofreu com a crise e a indústria teve menor rentabilidade em um ano em que o consumo aumentou, a gripe A(H1N1) se mostrou sem impactos econômicos no Brasil e o milho esteve barato. Para 2010, expectativas são otimistas.

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2009: um ano incerto na suinoculturaO ano de 2009 começou em outubro de 2008, mês em que explodiu a crise financeira internacional. Até aquele momento, os principais mercados mundiais demandavam por maiores volumes de produtos, inclusive carnes, cujos preços por tonelada estavam 30% maiores, na média, em relação aos dez primeiros meses deste ano. No mercado interno, o suinocultor vinha registrando uma rentabilidade que há tempos ele não via em seu negócio. Ele estava ganhando dinheiro. Só que o ocorrido naquele mês modificou completamente o cenário de até então; e seguiu refletindo ao longo de todo este 2009. A crise fez secar os créditos para exportação mantidos pelas tradings, principalmente. O comércio internacional recuou e uma das maiores empresas agroindustriais do País, a Sadia, praticamente quebrou, resultando no anúncio de sua fusão com a Perdigão alguns meses depois. De uma hora para outra, o produtor viu depreciar em mais de 40% o valor que vinha recebendo pelo suíno. Preço que só começaria sua recuperação em julho deste ano, ainda assim, distante do patamar em que estava naquele outubro passado. 

A indústria também viu sua rentabilidade cair ao longo do ano, não só pela retração dos preços internacionais, mas também pela valorização do real frente ao dólar, o que reduziu a competitividade do setor no comércio exterior. Estudo divulgado pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) apontou uma desvalorização de 32% do real frente à moeda americana no período de dezembro/08 a setembro/09. Os setores de carne bovina e de frango também sofreram os impactos da crise. Isto fez com que o preço relativo entre as três carnes ficasse mais equânime, pois houve excesso de oferta no mercado interno. No caso da carne suína, o produto não chegou a sobrar nas gôndolas porque o brasileiro o consumiu mais em 2009. O consumo por habitante/ano deve fechar entre 13,6 a 13,9 quilos, ante os 13,2 de 2008, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs). Os embarques internacionais também cresceram quase 9% de janeiro a outubro em relação aos mesmos meses no ano passado, ainda que a preços reduzidos. 

Na produção, 2009 deve terminar com um crescimento de 7%, totalizando um montante aproximado de 3,2 milhões de toneladas de carne suína, conforme dados do Levantamento Sistemático da Produção e Abate de Suínos (LSPS), coordenado pela Abipecs e Embrapa Suínos e Aves. Dois fatores ajudam a compreender o crescimento da produção em ano de crise. Um é o aumento da produtividade dos plantéis suinícolas brasileiros ocasionado pelo controle da circovirose via vacinação. A enfermidade foi responsável nos últimos anos por expressivas taxas de mortalidade e refugagem nas granjas de todo o País. O outro é que o bom momento que o setor vivia em 2008 fez crescer em 3,4% o alojamento de matrizes, refletindo no total de animais terminados neste ano. O mesmo deve ocorrer em 2010. Para o diretor de Mercado Interno da Abipecs, Jurandi Soares Machado, a recuperação iniciada no segundo semestre fará com que os alojamentos neste ano mantenham o mesmo percentual de 2008. “Com isto a produção deve ficar estável ou registrar leve crescimento no ano que vem”, aponta. Segundo estimativas da indústria, em 2010 o Brasil vai produzir perto de 3% a mais de carne suína em relação ao total de 2009. 

Leia mais sobre o desempenho da suinocultura brasileira em 2009 e as projeções para o setor no próximo ano no Anuário 2010 da Suinocultura Industrial – Edição 228.

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