Produtores têm dificuldade na comercialização. Farta produção do grão no Brasil, Estados Unidos e Argentina faz o preço da soja cair.
Ajuda ao sojicultor

Depois de duas safras sem apoio do governo à comercialização, os produtores de soja querem agora ajuda para escoar a produção e garantir preço para a safra recorde deste ano. Isso porque a farta produção do grão no Brasil, Estados Unidos e Argentina está fazendo com que o preço da commodity caia.
“Precisamos dos instrumentos do governo no passado e agora voltamos a precisar, principalmente no Mato Grosso”, disse o presidente nacional da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), Rui Prado.
Ele conversou com jornalistas ao chegar ao Ministério da Agricultura para participar da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja, que também preside.
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Procurado pela Agência Estado, o diretor de abastecimento do Ministério da Agricultura, José Maria dos Anjos, descartou a possibilidade de, no curto prazo, ajuda para o escoamento da safra e garantia de preço. Isso porque, argumentou, o preço mínimo do grão foi reajustado em 9,78% este ano para os Estados de Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Pará e Acre, para R$ 20,09 o saco de 60 quilos e ainda é inferior ao preço praticado no mercado, em torno de R$ 25,00.
“O governo não tem como apoiar. O governo só apoia quando o preço praticado no mercado é inferior ao valor do mínimo”, comparou o diretor.
Prado disse, no entanto, que espera do governo operações como Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) ou Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), além do aumento do preço mínimo.
“O preço mínimo está muito baixo, pagar R$ 20,09 pela saca é ridículo”, criticou o presidente da Aprosoja de Mato Grosso, Glauber Silveira da Silva.
Pelos cálculos de Prado, o preço mínimo praticado em Mato Grosso está aquém dos custos para o produtor, em torno de R$ 25,00 a saca. De acordo com ele, em um ano, os custos subiram 35%. Em relação ao cenário internacional, Silveira salientou que o volume em estoque de passagem nos Estados Unidos é um dos mais baixos dos últimos anos, mas lembrou que a diferença entre a oferta e a demanda é de 20 milhões de toneladas.
“O comércio não é positivo para o curto prazo”, disse Silveira.
“Mas acreditamos no aumento da demanda”, acrescentou Prado.






















