Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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FAO

Alimentos e biocombustíveis em alta

Segundo a FAO, retomada da demanda por commodities agrícolas para alimentação e produção de energia e os custos mais altos dos insumos com base na alta do petróleo podem provocar um novo salto dos preços dos alimentos.

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A retomada da demanda por commodities agrícolas para alimentação e produção de energia e os custos mais altos dos insumos com base na alta do petróleo podem provocar um novo salto dos preços dos alimentos, afirmou nesta quinta-feira a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Os preços dos alimentos recuaram das máximas de 2008 devido à contração econômica mundial, mas permaneceram acima dos níveis vistos antes do pico e devem permanecer altos pelo menos no médio prazo, afirmou a FAO, confirmando estimativas anteriores.

“Ao mesmo tempo, vários fatores fundamentais atualmente latentes podem provocar um retorno a preços de alimentos ainda mais altos”, disse a FAO em seu relatório anual sobre a Situação da Agricultura e dos Alimentos, sem dar mais estimativas precisas.

O renovado crescimento da renda em países em desenvolvimento vai alimentar a recuperação da demanda e elevar os preços das commodities e dos alimentos, ameaçando a segurança alimentar, especialmente para os pobres, disse a FAO.

A crescente demanda por biocombustíveis provocada por metas obrigatórias e incentivos em alguns países “sem considerar as condições de mercado” vai elevar os preços do milho e de óleos vegetais usados como matéria-prima para biodiesel e etanol e, por sua vez, das commodities agrícolas.

Preços mais altos do petróleo vão se traduzir em custos de produção elevados para produtores já que os preços dos produtos químicos e fertilizantes, assim como os custos do transporte, vão subir.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que mede as mudanças mensais de uma cesta composta por cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, atingiu uma máxima de 15 meses em janeiro e dezembro, mas cerca de 20 por cento abaixo do pico de junho de 2008.

A FAO afirmou ainda que a produção agrícola deve subir 12 por cento em países industrializados nos próximos 10 anos em relação a 2000, enquanto que na América Latina, Ásia e ex-membros da União Soviética crescerá 75, 53 e 58 por cento, respectivamente.

A agência alertou ainda que medidas protecionistas, incluindo restrições às exportações adotadas por alguns países durante a última crise alimentar, vai desestabilizar os mercados e elevar os preços internacionais dos alimentos, tornando-os mais voláteis.

Mesmo o acúmulo de estoques por países, empresas e produtores individuais pode causar altas de preços, ainda que no longo prazo níveis mais altos de estoques ajudem a reduzir os preços, disse a FAO.

Segundo a FAO, o mundo precisa investir 83 bilhões de dólares por ano em agricultura em países em desenvolvimento, além de elevar a produção geral em 70 por cento nos próximos 40 anos para alimentar mais de 9 bilhões de pessoas em 2050.

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