Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
Economia

Doha adiada

Demandas dos Estados Unidos inviabilizam negociação de Doha. Acordo não deve sair nem em 2012, 2013 ou mesmo 2020.

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Depois de encontro bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos, em Genebra, na semana passada, o sentimento que ficou entre negociadores foi de que não dá para fechar a Rodada Doha nem em 2012, 2013 ou mesmo 2020.

É que Washington cobra abertura tão “indiscriminada e profunda” de setores sensíveis da economia brasileira, como químicos e eletrônicos, que implicaria um choque de liberalização da noite para o dia, segundo negociadores.

Os EUA querem abertura indiscriminada, que ignora uma oferta de liberalização seletiva de subsetores. E profunda, que significa um corte logo de tarifa de importação em nível que eles levaram décadas para fazer.

“Se não houver um mínimo de razoabilidade nas discussões, e se não for respeitado o grau de ambição acertado antes, não vemos perspectivas de negociar Doha em nenhum futuro previsível”, afirmou o embaixador brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo.

As posições “maximalistas” dos EUA não são em todos os setores sensíveis. No automotivo nem é tanto, porque os fabricantes estão bem instalados no País e uma liberalização maior traria competição dos chineses, por exemplo.

A semana de avaliação da Rodada Doha, entre os 153 países membros, inventou um mecanismo que visa forçar os EUA a voltar à mesa de negociações com disposição de fazer barganhas e não apenas bloquear o processo. Mas o máximo que pode acontecer nos próximos meses na OMC é os países decidirem entre dois cenários: desmontar tudo o que foi negociado em oito anos e retomar tudo de novo, ou suspender Doha formalmente.

Por seu lado, a União Europeia (UE), que quer completar Doha, negocia nas bases acertadas. Já na negociação com o Mercosul para um acordo de livre comércio birregional, a situação tampouco parece favorável. O Mercosul se preparou para negociar, na última reunião de Buenos Aires, há duas semanas, mas seus negociadores saíram frustrados.

A UE não apresentou nada de concreto e agiu como se estivesse submetendo um exame ao Mercosul, no sentimento de certos negociadores. “Os europeus só indagavam o que vocês vão fazer nessa área, naquela área, sempre reclamando”, contou um deles.

A industria europeia insiste que o Mercosul é de seu maior interesse, ainda mais no estado combalido da economia europeia, mas é também o setor que motiva posições maximalistas.

A nova reunião entre os dois blocos, em abril, em Bruxelas, é vista como a última oportunidade de desbloquear a negociação do acordo de livre comércio. A outra opção é deixá-la em paralisia por mais um bom tempo, o que não é do interesse de boa parte do empresariado.

De um lado, os europeus precisam desesperadamente exportar mais. A Alemanha perdeu o posto de maior exportador mundial, o comércio dentro do bloco continuará baixo. Já os países em desenvolvimento continuam elevando suas importações, impulsionadas pela expansão econômica.

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