Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Previsões indicam aumento no consumo de produtos avícolas

Consumo de carne de frango deve registrar crescimento superior a 50% nos próximos 10 anos. Mercado de aves deve ultrapassar a margem de 46,8%, restando à carne bovina a participação de 35,3% e à suína 14,6%.

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Nos próximos 10 anos, mais da metade do consumo total de carnes no Brasil, deve ultrapassar a margem de 46,8%, será de frango, restando à carne bovina a participação de 35,3% e à suína 14,6%. Esta é a conclusão de estudos realizados pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura. O órgão estima ainda para esse ano um consumo superior a 16,8 milhões de toneladas de carnes em geral (bovina, suína e de frango).  O maior volume será de carne de frango que até 2020, deve ter um crescimento anual de consumo na ordem de 3,23%, e de produção de 3,64%.

O crescimento do mercado interno – reflexo do bom desempenho da economia e que tem permitido maior acesso da população a mais produtos – é esperado pela Indústria Avícola Nacional, bem como a retomada nas exportações, alavancadas por países emergentes como a China e a Índia.  Porém o setor tem um desafio à frente: aumentar ainda mais a produção para atender à crescente demanda, e enfrentar a falta de mão de obra no setor frigorífico, atualmente o maior entrave ao crescimento do segmento. 

Para acompanhar este crescimento a Indústria Avícola Brasileira está se modernizando com a implantação de tecnologias capazes de agregar valor aos seus produtos.  A automação das suas linhas de produção tem sido o grande diferencial nos últimos anos. De acordo com Marcelo Machado, CEO da Marel Food Systems no MERCOSUL – multinacional especializada na fabricação de equipamentos de processamento inteligentes e de soluções para a indústria frigorífica – esta implantação de conceitos modernos aos frigoríficos de aves brasileiros teve início com a crescente escassez de mão de obra e deve se fortalecer com a necessidade de aumento da produção. “Os frigoríficos de aves do Brasil estão entre os mais produtivos do mundo, porém a automação interna não conseguiu alcançar o mesmo ritmo do aumento da produção’, afirma Machado. 

Para o executivo, a demora no avanço tecnológico do setor tem como resultado um fluxo de produção complexo e pouco eficiente comparado ao que já pode ser encontrado em outros países. “O Brasil ainda faz o emprego inadequado da mão de obra para o transporte interno de matéria prima entre um processo e outro”. Machado afirma que a manipulação excessiva aumenta os riscos do processo como um todo. Isso faz com que a indústria caminhe a passos curtos principalmente no que diz respeito às determinações da Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) – sistema desenvolvido para garantir a produção de alimentos seguros à saúde do consumidor, justifica Machado. 

A APPCC é reconhecida por organismos internacionais como OMC (Organização Mundial do Comércio), FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e OMS (Organização Mundial de Saúde) e exigido pela Comunidade Européia a pelos Estados Unidos. Com a automação de algumas etapas do processo nas Indústrias Frigoríficas, é possível que o Brasil abra as portas para um mercado de exportação de carnes de aproximadamente US$ 20 bilhões. “Atualmente este mercado está fechado para nosso país, principalmente devido às barreiras sanitárias”. 

De acordo com Machado, apesar das deficiências da indústria, esta realidade não está longe. Hoje, o Brasil já conta com a automação nas etapas de processamento primário e os processos finais como cortes de porções, congelamento IQF e embalagem estão caminhando rapidamente. “O problema principal está no processamento secundário, onde toda a matéria prima resultante dos cortes primários é transportada por esteiras até os equipamentos automáticos de classificação, que por sua vez, pesam, classificam e distribuem os produtos”, afirma o CEO.  Ele explica que neste ponto se faz necessário um bom sistema integrado que conecte os sistemas de classificação às centrais de controle de produção. Desta forma, o fluxo 100% automatizado pode ser útil no transporte e no uso da matéria-prima, para que sejam embaladas em bandejas com peso fixo, preenchidos combos com produtos de tamanhos pré-selecionados ou ainda, direcionar a matéria-prima de um determinado tamanho para outras áreas de corte ou de processamento.

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