Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,19 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 159,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,78 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,55 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 154,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,22 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 158,68 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Economia

Superávit do MT

Estado se prepara para chegar ao final de 2010 ao superávit de US$ 8 bilhões, segundo a Fiemt. Destaque para o agronegócio.

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Oitavo estado com maior volume de exportações no País (US$ 8,64 bilhões nos últimos 12 meses), Mato Grosso se prepara para chegar ao final de 2010 respondendo por 80% do superávit da balança comercial brasileira, ou US$ 8 bilhões – a estimativa é de que o Brasil alcance US$ 10 bilhões no ano. A previsão é da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), que ontem divulgou os números do setor industrial no primeiro trimestre de 2010.

O levantamento mostra crescimento de 7,89% no consumo de energia elétrica, que saltou de 358,27 mil mW/h para 386,49 mil kW/h, e de 5.005% no nível de emprego – saiu de 1.223 vagas negativas, no primeiro trimestre de 2009, para 3.782 mil novas vagas criadas em igual período deste ano. Já a geração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do setor passou de R$ 298,47 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 373,59 milhões em 2010, incremento de 25,17%.

O grande responsável pelo aumento do superávit da balança mato-grossense é o agronegócio, aliado ao crescimento da indústria de transformação e de alimentos, que está se consolidando com a chegada de novas fábricas de processamento de aves e suínos no Estado.

“Mato Grosso continua crescendo em ritmo acelerado, agregando valores à produção e elevando o nível de empregabilidade e renda. Estamos entrando em um novo ciclo”, afirma o presidente da Fiemt, Jandir Milan. Segundo ele, a economia mato-grossense está “plenamente refeita” da crise financeira mundial e tende a crescer em um ritmo mais forte a partir de agora.

“Percebemos que nos últimos anos Mato Grosso vinha tendo um crescimento vegetativo. Agora notamos que o crescimento é firme, real, com reflexo direto na economia do Estado e na melhoria da qualidade de vida da população”. Ele diz que Mato Grosso saiu do modelo de produção agrícola para o industrial, que está gerando maior volume de recursos ao Estado, via geração de empregos e renda.

Na avaliação de Carlos Vitor Timo Ribeiro, assessor econômico da Fiemt, a indústria de transformação e alimentos está impulsionando o crescimento estadual. Prova disso é que as vendas de farelo no primeiro trimestre do ano registraram aumento de 50,22% em valor (passou de US$ 256,46 milhões para US$ 385,27 milhões) e de 34,81% em volume (764,54 mil toneladas para 1,03 milhão de toneladas).

Segundo ele, o crescimento das exportações de farelo de soja está diretamente vinculado ao aumento do esmagamento do grão em Mato Grosso, agregando valor à produção. “Tal processo, além de gerar excedentes para exportação, também aumenta a oferta interna para a produção de ração animal, insumo básico à avicultura, suinocultura e piscicultura, atividades em franca expansão no Estado”.

Verticalização – Ribeiro acredita que Mato Grosso já está ingressando no ciclo de industrialização da sua produção, a chamada verticalização. “Estamos transformando proteína vegetal – farelo de soja e milho – em proteína animal (carne de frango e suína), agregando valor, gerando empregos e renda e alavancando positivamente a economia”.

Ele observa que, por outro lado, o processamento da soja em grão, além do farelo – 80% do grão – gera quantidades maiores de óleo de soja (18% do grão), que no primeiro trimestre vem sendo direcionado ao mercado interno, apesar do expressivo aumento do preço internacional do produto.

“Este resultado sinaliza a utilização maior do óleo para a fabricação de biodiesel em Mato Grosso, o que inclusive explica o aumento das exportações de glicerina – subproduto do processo de produção desse biocombustível – o que também é relevante, dada a importância do segmento para a economia regional”, frisa o economista.

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