Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Meio ambiente

Brasil sustentável

Estudo do Banco Mundial mostra que Brasil pode crescer com baixo carbono sem comprometer o crescimento econômico e a geração de empregos.

Brasil sustentável

O Brasil pode diminuir as emissões de gases de efeito estufa em até 37%, entre 2010 e 2030, sem comprometer o crescimento econômico e a geração de empregos, aponta relatório do Banco Mundial. De acordo com a entidade, a redução equivaleria à retirada de circulação de todos os carros do mundo por três anos.

Seriam necessários para isso investimentos de US$ 20 bilhões a mais por ano na implantação de políticas voltadas para um cenário de baixo carbono – com redução das emissões, aliado a um crescimento sustentável da economia. Ao todo, o investimento chegaria a US$ 725 bilhões no período, considerando as ações já adotadas pelo governo. Hoje, o volume seria de US$ 336 bilhões, segundo o Banco Mundial.

De onde viria tanto dinheiro? “Pode vir do setor privado, especialmente quando o setor ganha com isso, mas tem inúmeras áreas onde será preciso dinheiro público. Aí vem toda a questão da responsabilidade dos países industrializados, em como eles podem ajudar os países em desenvolvimento a não passar pelos mesmos caminhos que percorreram”, comentou o coordenador do relatório, Christophe de Gouvello.

O Estudo de Baixo Carbono para o Brasil destaca ações podem contribuir para a preservação ambiental, como a redução de congestionamentos no transporte, o melhor manejo de resíduos urbanos, o aumento da produtividade da pecuária e a conservação de florestas. “Apesar do significativo declínio verificado nos últimos quatro anos, o desmatamento continua a ser a maior fonte das emissões de carbono, representando aproximadamente dois quintos das emissões nacionais brutas”, diz o relatório. O texto elogia os esforços do governo brasileiro na questão.

Para o Banco Mundial, o combate ao desmatamento deve ser a principal medida para a redução da emissão de gases de efeito estufa no País. De acordo com o estudo, a expansão da produção agrícola e pecuária demandará mais 16,8 milhões de hectares (o equivalente a cerca de quatro Estados do Rio de Janeiro) para atender às necessidades previstas até 2030.

Com a diminuição da área de pastagem, o aumento da produtividade e a proteção das florestas, a entidade estima que o desmatamento poderia ser reduzido em 68% em 2030, em comparação com o cenário atual. A redução chegaria a 90% na região da Mata Atlântica; na Amazônia e no Cerrado, seria respectivamente de 68% e 64%. “O combate ao desmatamento tem de ser um esforço permanente”, defendeu Gouvello.

Essas ações evitariam a emissão de 6,2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, entre 2010 e 2030.

O relatório também destaca o sucesso do etanol brasileiro que, segundo o Banco Mundial, “oferece uma oportunidade para reduzir as emissões globais através do aumento das exportações do produto”. O estudo aponta que o etanol produzido no País é superior a alternativas de outros países. “Acho que a grande chance para o Brasil, adotando as políticas, é garantir ao mundo exterior que o crescimento do etanol pode ser feito sem aumentar o desmatamento”, observou Gouvello.

O estudo constatou o potencial de reduzir em 9% as emissões com transporte urbano, por meio da utilização do transporte aquaviário e ferroviário. O texto, no entanto, admite obstáculos, como a “inadequada infraestrutura para a transferência intermodal” e “a falta de coordenação entre as instituições públicas”.

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