Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,14 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,57 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,32 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.158,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.092,04 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,71 / cx
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 159,60 / cx
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Suinocultura: o desafio de crescer – Por Ariovaldo Zani

Terminado o primeiro semestre, a suinocultura continua a se revelar como uma atividade com grande potencial. O setor de alimentação animal aposta no crescimento da demanda interna e externa.

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Terminado o primeiro semestre, a suinocultura continua a se revelar como uma atividade com grande potencial. Nos últimos seis meses, o setor exportador apresentou um bom desempenho, favorecido pela relação entre o preço dos insumos da ração, especialmente milho e farelo de soja e a valorização da carne suína no mercado internacional. Hoje, aproximadamente 20% da carne suína produzida no país é exportada para clientes como Rússia, Hong Kong e Ucrânia.

O mercado doméstico também reserva grandes oportunidades – a demanda atual por carne suína é de apenas 14 kg por habitante, enquanto nos Estados Unidos alcança 30 kg e em alguns países europeus pode ser de quatro vezes mais que no Brasil. Por sua vez, o brasileiro já consome quase 100 kg de carne de todos os tipos – índice equivalente ao dos países desenvolvidos.

A cadeia de produção se mantém atenta a esses dados, uma vez que o aumento na renda das famílias determina invariavelmente maior demanda por proteína animal. Outra variável observada é a de caráter cultural, já que grande parcela da população ainda associa consumo de carne suína a malefícios à saúde. Entidades de produtores e a própria indústria têm se mobilizado para desmistificar esse pensamento e esclarecer a população sobre os benefícios nutricionais. Adicionalmente, varejistas e revendedores têm disponibilizado cortes variados que atraem o consumidor, agregando praticidade e valor ao produto.

O setor de alimentação animal, elo indispensável da cadeia de suprimentos, aposta no crescimento da demanda interna e externa. Mesmo diante dos desafios e contínuas pressões, o Brasil é um fornecedor confiável e essa posição tende a se consolidar diante da ampliação de sua participação internacional nos próximos anos.

O papel que cabe ao Governo seria o de antecipar esse status através do alívio da carga tributária e fomento aos instrumentos de financiamento da produção para permitir ao setor crescer continuamente.

No ano passado, O Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes/PNCRC analisou 17,9 mil amostras em carne suína, bovina, de aves, leite, mel e pescados e encontrou 99,8% de conformidade. A fiscalização eficiente e a punição às violações aliam-se ao compromisso da indústria no uso racional dos moduladores de produtividade – aditivos melhoradores de desempenho e antimicrobianos.

Diante da vocação pecuária brasileira e sua reconhecida competitividade, clientes globais buscam alternativas para frear o trânsito dos nossos produtos através da imposição de dificuldades burocráticas.

Em contrapartida a iniciativa privada tem apoiado as autoridades do Governo na busca por harmonização das normas internas e os regulamentos internacionais determinados pelo Codex Alimentarius ou exigências de países não-signatários da Organização Mundial do Comércio.

Ariovaldo Zani é vice-presidente executivo do Sindirações

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