Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,47 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,21 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,70 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 138,39 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 154,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 129,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,27 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.566,88 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Carne

“Novo caviar”

FAO estima que filé bovino não será ‘produto de massa’ no futuro. “Pessoas comerão mais tilápia e carne suína”.

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Enquanto especialistas e indústrias esperam que a demanda por carne bovina continue crescendo no mundo, a Agência para Alimentos e Agricultura da Organização das Nações Unidas (FAO) estima que o produto vai desaparecer “como produto de massa” no futuro. As avaliações, contraditórias, foram expostas durante o Congresso Mundial da Carne, em Buenos Aires, cujo tema foi “Carne para um mundo sustentável”.

Para Henning Steinfeld, chefe do setor de análise e políticas para produção animal e divisão de saúde do Departamento de Agricultura da FAO, diante das exigências cada vez maiores para produção de carne de uma forma sustentável, o produto deixará de ser uma commodity num mundo com a população em crescimento. Questionado se a carne estaria se tornando o “novo caviar”, riu e disse que o produto será como o salmão no passado. Mas acrescentou que sua previsão é de longo prazo. “Com uma população de 9,1 bilhões em 2050, as pessoas terão de comer mais tilápia, mais carne suína”, disse.

Segundo a FAO, o consumo de carnes em geral deve dobrar em 2050, mas o avanço da carne bovino será pequeno. Steinfeld acredita que as restrições sobre países que produzem gado de forma extensiva, como Argentina e Brasil, vão crescer pela necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Na produção extensiva de gado, o nível de emissões supera o do manejo intensivo. “Países com grande população de ruminantes, têm mais emissões. Entre eles estão Brasil e Argentina, mas pode ser também Índia, Etiópia. A diferença é que esses últimos são menos produtivos”.

Para reduzir o impacto ambiental da pecuária bovina, os países produtores terão de investir em ganho de eficiência e em melhorias genéticas, defendeu o representante da FAO.

Num público de empresários da carne e produtores de gado, o discurso de Steinfeld não fez muito sucesso. Diferentemente do de Fernando Sampaio, coordenador de sustentabilidade da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Após uma apresentação didática sobre a história da pecuária no Brasil e seus avanços recentes, Sampaio foi aplaudido longamente.

Disse, por exemplo, que o Brasil pode dobrar a produção de gado com a mesma área de pastagem – 158 milhões de hectares. Para isso, algumas das medidas necessárias são investir na reforma das pastagens e no ganho de eficiência da atividade com o aumento de animais por hectare.

A respeito das afirmações de que a pecuária provoca a devastação das florestas, Sampaio disse que a área de mata no Brasil é expressiva em comparação a outros países. Na Europa, por exemplo, a devastação ocorreu no passado. O executivo também não poupou o Painel do Clima da ONU, que calculou as emissões do Brasil usando um modelo da Europa, onde a alimentação dos animais é diferente da fornecida aos bovinos produzidos em território brasileiro.

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