Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Economia

Câmbio emerge como o grande desafio

Competitividade da indústria, baixa poupança interna e educação são outros problemas listados.

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O ortodoxo Samuel Pessôa e o desenvolvimentista Fernando Cardim de Carvalho apontam o câmbio como o maior desafio do próximo governo, mas nem de longe o único. E, se concordam que a questão cambial precisa ser enfrentada com urgência, divergem bastante quanto ao receituário adequado.

Professor do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), Pessôa defende uma tese polêmica: parar a compra de dólares – “é enxugar gelo e tem alto custo fiscal” -, deixando o câmbio se valorizar mais, o que levaria à maior absorção de poupança externa, com aumento de importações. A inflação cairia “ao chão” e surgiria espaço para uma queda mais forte dos juros.

Ao mesmo tempo, diz Pessôa é necessário ajudar a competitividade da indústria de transformação, que sofreria muito com o tombo do dólar. Para ele, o melhor é agir por meio de medidas tributárias. “É necessário tributar os outros setores e subsidiar a indústria. Acho mais eficiente recriar a CPMF e, como contrapartida, desonerar integralmente a folha de salários da indústria de transformação.”

Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cardim diz que o ideal para enfrentar a questão do câmbio é obter uma coordenação internacional no âmbito do FMI ou do G-20, mas não tem grande expectativa de que isso seja possível. Nesse cenário, “o país deve considerar o emprego de medidas mais eficientes de autoproteção”, afirma ele, que defende a imposição de instrumentos de controle de entrada de capitais externos. Segundo Cardim, o melhor sistema seria o chileno, com o estabelecimento de um tempo de permanência mínima no país, para desencorajar fluxos de curto prazo. O efeito do câmbio sobre a indústria e as exportações já são bastante preocupantes, diz ele.

Além do câmbio, Cardim destaca outros grandes desafios para o próximo governo. “O Brasil conseguiu sair da estagnação que caracterizou o comportamento de sua economia até muito recentemente, mas ainda há muitos problemas a resolver, na infraestrutura produtiva, na educação para aumentar a produtividade do trabalho no país, na saúde, no uso de novos instrumentos para redistribuição de renda e riqueza, como a estrutura tributária.” Já Pessôa vê como principal desafio estrutural do país o problema da baixa poupança doméstica – que, para ele, agrava a questão conjuntural do câmbio.

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