Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
Destaque Todas Páginas
Economia

Câmbio emerge como o grande desafio

Competitividade da indústria, baixa poupança interna e educação são outros problemas listados.

Compartilhar essa notícia

O ortodoxo Samuel Pessôa e o desenvolvimentista Fernando Cardim de Carvalho apontam o câmbio como o maior desafio do próximo governo, mas nem de longe o único. E, se concordam que a questão cambial precisa ser enfrentada com urgência, divergem bastante quanto ao receituário adequado.

Professor do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), Pessôa defende uma tese polêmica: parar a compra de dólares – “é enxugar gelo e tem alto custo fiscal” -, deixando o câmbio se valorizar mais, o que levaria à maior absorção de poupança externa, com aumento de importações. A inflação cairia “ao chão” e surgiria espaço para uma queda mais forte dos juros.

Ao mesmo tempo, diz Pessôa é necessário ajudar a competitividade da indústria de transformação, que sofreria muito com o tombo do dólar. Para ele, o melhor é agir por meio de medidas tributárias. “É necessário tributar os outros setores e subsidiar a indústria. Acho mais eficiente recriar a CPMF e, como contrapartida, desonerar integralmente a folha de salários da indústria de transformação.”

Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cardim diz que o ideal para enfrentar a questão do câmbio é obter uma coordenação internacional no âmbito do FMI ou do G-20, mas não tem grande expectativa de que isso seja possível. Nesse cenário, “o país deve considerar o emprego de medidas mais eficientes de autoproteção”, afirma ele, que defende a imposição de instrumentos de controle de entrada de capitais externos. Segundo Cardim, o melhor sistema seria o chileno, com o estabelecimento de um tempo de permanência mínima no país, para desencorajar fluxos de curto prazo. O efeito do câmbio sobre a indústria e as exportações já são bastante preocupantes, diz ele.

Além do câmbio, Cardim destaca outros grandes desafios para o próximo governo. “O Brasil conseguiu sair da estagnação que caracterizou o comportamento de sua economia até muito recentemente, mas ainda há muitos problemas a resolver, na infraestrutura produtiva, na educação para aumentar a produtividade do trabalho no país, na saúde, no uso de novos instrumentos para redistribuição de renda e riqueza, como a estrutura tributária.” Já Pessôa vê como principal desafio estrutural do país o problema da baixa poupança doméstica – que, para ele, agrava a questão conjuntural do câmbio.

Assuntos Relacionados câmbio
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329