Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,29 / kg
Soja - Indicador PRR$ 136,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 144,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,96 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,50 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 135,49 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 145,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 149,13 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 141,66 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.411,60 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.304,86 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 147,15 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 133,09 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 138,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 148,89 / cx
Destaque Todas Páginas
Economia

Brasil e China são inimigos no câmbio

Em entrevista, diretor da Fiesp sugere taxa contra China se yuan continuar subvalorizado.

Compartilhar essa notícia
Brasil e China são inimigos no câmbio

“Na guerra cambial, o Brasil não pode ficar do lado da China, país que roubou milhões de empregos por praticar um capitalismo desleal, com subsídios tributários, trabalhistas e cambiais.”

A afirmação é do economista Roberto Giannetti da Fonseca, diretor de comércio exterior da Fiesp.

“O Brasil não precisa ter medo da China, que não tem opção à soja e ao minério de ferro brasileiros”, disse.

O economista da Fiesp afirma que é “escandalosa” a carona da China na desvalorização mundial do dólar.

Isso porque os EUA desvalorizam devido ao duplo deficit fiscal e comercial, enquanto a China é duplamente superavitária. “Todo mundo tem medo da China, por isso os países articulam uma ação coordenada pela mudança cambial”, disse.

Folha – Brasil e China tinham várias posições em comum na reunião do FMI. O Brasil quer parecer ou é “amigo” da China na tal guerra cambial?

Roberto Giannetti – Essa pode ser uma posição de parte da diplomacia brasileira, mas não acredito que seja dos ministérios que estão no front da articulação comercial e nos fóruns globais.

E se for? Há uma visão no governo de que a valorização do yuan pode levar à queda no preço das commodities, que não interessa ao Brasil.

Seria um absurdo completo. O País está se desindustrializando e eles estão achando que exportar commodity é legal. É totalmente fora da realidade. Vem aqui para o chão de fábrica sujar a mão de graça e depois a gente conversa… Estão vendo milhares de pessoas ficando desempregadas por conta da concorrência desleal com a China e você vai passar a mão na cabeça deles?

Isso seria uma proposta de uma diplomacia míope, dissociada da realidade. Duvido que algum diplomata em sã consciência possa achar que esse movimento coletivo de reação à manipulação da moeda chinesa seja algo em que o Brasil tenha de ficar fora. É de um absurdo inacreditável. Duvido que seja posição oficial. Não tem lógica.

Não pode ser um jogo duplo para aumentar o poder de barganha do Brasil?

Não tem jogo duplo nenhum. Nessas negociações, o país tem de ser muito claro. A posição é essa e o interesse é esse. Não tem barganha.

Qual a melhor estratégia?

É participar de uma ação articulada, coletiva e internacional. Nenhum país isoladamente pode tomar medidas de restrição contra a China, que vai dar risada e não acontece nada. Fica mais fácil se for um conjunto de países, representando dois terços da economia mundial, que bate na mesa dizendo: ou flutua a moeda ou vai colocar 25% de imposto sobre os produtos chineses. Isso é a guerra cambial!

A China pode retaliar o Brasil?

O Brasil não tem de estar preocupado. A China não tem onde comprar esse volume todo de minério de ferro e de soja, que responde por 60% da exportação brasileira para os chineses. A China não tem de onde comprar esse volume todo. Ou compra do Brasil ou tem um problema de suprimento e uma crise estrutural. De certa forma, a China se tornou um país dependente do Brasil.

A China é aberta aos produtos brasileiros? Setores do Itamaraty dizem que os empresários brasileiros não vão buscar aquele mercado.

A China não tem um mercado aberto para importações; é um mercado administrado. E, com a moeda desvalorizada, a importação fica cara. Nós temos um preço muito maior do que o chinês. Não dá para vender lá.

Assuntos Relacionados
BrasilcâmbioChina
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 65,29
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 136,77
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 144,17
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,24
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,25
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,47
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,81
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 4,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 4,91
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 134,50
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 135,49
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 145,69
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 149,13
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 128,52
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 141,66
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,29
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.411,60
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.304,86
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 147,15
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 133,09
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 138,92
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 148,89
    cx

Relacionados

AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342