Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
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Economia

Brasil se prepara para ir à OMC contra EUA e UE

Governo deverá enfrentar os Estados Unidos e a União Europeia na OMC. Os primeiros são adversários devido às barreiras ao etanol e a segunda, pelas carnes.

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Às voltas com a elaboração de uma ousada estratégia de negociação com a China, para que o país asiático dê algum tipo de compensação aos danos causados às indústrias brasileiras pelas importações chinesas, o governo se prepara para enfrentar, na Organização Mundial do Comércio (OMC), outros dois gigantes: os Estados Unidos e a União Europeia. Os primeiros são adversários devido às barreiras ao etanol e a segunda, pelas carnes.

Essa possibilidade já é discutida com o setor privado, que arcaria com os custos dos contenciosos. No entanto, antes de tomar uma decisão mais forte, o Brasil tenta negociar acordos com americanos e europeus.

No caso dos EUA, apesar dos frequentes apelos de autoridades e empresários brasileiros para que o etanol fique livre de tarifas e sobretaxas, o governo americano perde cada vez mais força no Congresso e teme desagradar aos produtores de álcool à base de milho.

As possibilidades de um acordo diminuíram no mês passado, quando o Senado daquele país decidiu aprovar, até o fim de 2011, a alíquota de US$0,54 por galão de etanol importado. E a indústria americana será beneficiada com cerca de US$6 bilhões em subsídios.

“Os europeus estão nos enrolando”, diz empresário

Técnicos das áreas diplomática e de comércio exterior afirmam que o caso do etanol chegou a tal ponto que o ideal é que seja analisado sob o ponto de vista das normas internacionais. Daí a possível ação na OMC.

As exigências de rastreabilidade de carne feitas pelos europeus também incomodam governo e produtores brasileiros. Representantes do setor reclamam que a medida não é cobrada de outros parceiros, como EUA e Canadá.

Também é alvo de queixas a legislação que regula rótulos e embalagens para carnes de frango. A norma proíbe a classificação de “frescas” para carnes que já tenham sido congeladas. A medida prejudica o produto brasileiro, que não pode ser conservado ao atravessar o Atlântico a não ser via congelamento ou com sal (o que prejudica a qualidade do produto).

O Brasil planeja atacar também a imposição de cotas de importação e negocia vender mais ao mercado europeu com menos tarifa. Essa hipótese vem se tornando remota mesmo nas discussões para um acordo de livre comércio entre Mercosul e UE.

“O Brasil precisa endurecer com a União Europeia. Estamos sendo muito maltratados. Os europeus estão nos enrolando”, disse Pedro Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína.

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